Dia 140: chegamos ao ponto em que Janaina do Brasil questiona a sanidade presidencial | 21/05/19

1. Janaina do Brasil e a sanidade presidencial

O pessoal do Estadão, num duro editorial, se deu conta que Bolsonaro é maluco e autoritário, o próximo a ser desmascarado deve ser o Papai Noel, se cuida, coroa!

 

Cresce a inquietante sensação de que Bolsonaro decidiu governar não conforme a Constituição e com respeito às instituições democráticas, mas como um falso Messias cuja vontade não pode ser contrariada por supostamente traduzir os desejos do “povo” e, mais, de Deus.  Ao cabo de cinco meses de governo, em que todos os indicadores sociais e econômicos apresentaram sensível deterioração, fruto de sua inação administrativa e da descrença generalizada e cada vez maior na sua capacidade de governar, Bolsonaro começa a flertar com a “ruptura institucional”, expressão que apareceu no texto que o presidente chancelou ao distribuí-lo na sexta-feira passada. Diante da repercussão negativa, Bolsonaro, em lugar de serenar os ânimos e demonstrar seu compromisso com a democracia representativa, estabelecida na Constituição, preferiu ampliar as tensões, lançando-se de vez no caminho do cesarismo.” [Estadão]

Sobre o vídeo compartilhado por Bolsonaro em que um pastor classifica o presidente brasileiro como um Messias, enviado por Deus:

Em condições normais, tal exegese de botequim seria tratada como blague, mas não vivemos tempos normais – pois é o próprio presidente que, ao levar tais cretinices a sério, parece de fato considerar sua eleição como parte de uma “profecia”. O resumo dessa mixórdia mística é que Bolsonaro acredita ser um instrumento de Deus e o porta-voz do “povo” – nada menos. Portanto, quem quer que se oponha a Bolsonaro – puxa! – não passa de um sacrílego. O reiterado apelo de Bolsonaro ao “povo” para fazer valer uma suposta “vontade de Deus” envenena a democracia e colabora para a ampliação da cisão social entre os brasileiros e destes com a política. A esta altura, parece cada vez mais claro que Bolsonaro não estava para brincadeira quando disse, em março, que não chegou ao governo para “construir coisas para nosso povo”, e sim para “desconstruir muita coisa”. Espera-se que a democracia brasileira e suas instituições resistam a essa razia.

Palavras do presidente da comissão em que tramita a reforma da previdência:

O problema dele não é com o Congresso nem com o centrão. É com a democracia e com as instituições. O desapreço do presidente pela democracia não é um fato novo. É marca de toda a trajetória dele. Pensei que a grandeza do cargo fosse colocá-lo à altura de ocupá-lo, mas isso não aconteceu. É surreal que alguém que vive da política há 28 anos, que botou a família inteira na política, agora diga que a política não presta. Parece que ele quer transformar o Brasil numa Venezuela, com protestos todo dia, contra e a favor do governo. O presidente quer dividir a sociedade em dois lados, quando a maioria está no meio. O governo tem 54 votos do PSL, se eles não estiverem brigando. Com mais oito do Novo, chega a 62. Para mexer na Constituição, vai precisar de 308”

Volta e meia eu falo aqui, tem que ver essa auto-estima presidencial.

Alexandre Frota, Joyce Hassaleman, MBL, Lobão, todos estão surpresos com a postura suicida do presidente. Até Luciano Bivar, presidente do PSL:

Particularmente sou contra. Nosso presidente foi eleito legitimamente, por que botar em jogo uma pergunta popular se é a favor ou contra ele? Já acabou a eleição. [Folha]

Ah, e tem a Janaina. A declaração dela saiu pouco antes de eu postar o relato de ontem, incluí de última hora suas aspas sobre o Bolsonaro se achar o Messias mas faltou o áudio, é delicioso:

Eu peço que vocês assistam e respondam: ‘O senhor, um presidente da República, na plenitude de suas faculdades mentais, publicaria um vídeo desse?”

Guedes tá desesperado para mudar a pauta das manifestações e para isso foi falar… com o presidente e os filhos!

O ministro da Economia, Paulo Guedes, e o chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, estão atuando junto ao presidente Jair Bolsonaro e o entorno mais próximo (família, mobilizadores digitais, etc.) para que seja alterada radicalmente a pauta das manifestações do próximo domingo, dia 26. Deixaria de ser um ato contra o Congresso, o Centrão, o Supremo e demais instituições e passaria a ser um ato em favor da reforma da Previdência. “É irracional convocar um ato contra as instituições num momento como esse”, disse ao BR18 um dos auxiliares dos “bombeiros”.” [BR18]

Pegue sua calculadora científica e calcule aí a doideira: ministros de estado implorando para a família presidencial não incentivar manifestação pelo fechamento do  congresso e impeachment de dois juízes do STF. E ontem o porta-voz presidencial disse que Bolsonaro ainda não sabia se iria à manifestação ou não.

O sujeito que tomou uma facada no comício e jura estar na iminência de mais um ataque está pensando em ir na porra da manifestação!

O presidente Jair Bolsonaro considera participar, no próximo domingo (26), de manifestações convocadas no país inteiro em apoio ao seu mandato. Segundo relatos feitos à Folha, o presidente indicou, em conversas reservadas, a disposição de comparecer, mas afirmou que ainda não havia tomado uma decisão. A presença dele é defendida pelo núcleo ideológico do Palácio do Planalto, formado por seguidores do escritor Olavo de Carvalho. Para eles, a participação do presidente seria um gesto importante a seus apoiadores. O grupo moderado, que é composto pelos militares, no entanto, considera a ida de Bolsonaro um erro. Para eles, o presidente sofrerá um desgaste independentemente da adesão do público.” [Folha]

Bolsonaro não aprendeu nada com o Collor, nada! Né, Milton Neves?

milton

Domingo é dia de vestir preto, é claro. E a sinuca de bico em que Bolsonaro se enfiou é maravilhosa:

Como mostrou o Painel, no domingo (19), a avaliação é de que manifestações de pequeno porte seriam associadas a perda de capital político. Se foram amplas e em tom beligerante, têm potencial para elevar a tensão do Executivo com o Judiciário e o Legislativo.

Ah, o Clube Militar participará da manifestação:

O Clube Militar, entidade que reúne oficiais do Exército, da Marinha e da Aeronáutica, convocou seus sócios para participarem das manifestações no próximo domingo, 26, em defesa do presidente Jair Bolsonaro. Em texto postado no site da entidade na noite desta segunda-feira, 20, o clube afirma que “tradicionalmente preocupado com os assuntos atinentes ao desenvolvimento da nação brasileira”, a entidade “vem convocar seu quadro social e convidados a participarem das manifestações a serem levadas a efeito em todo o território nacional, apoiando o governo federal na implementação das reformas necessárias à governabilidade. Participe em sua cidade!”, conclui o texto, que tem como título a frase “Brasil acima de tudo”, parte do slogan de campanha de Bolsonaro.” [Estadão]

Por falar nos fardados, o gato comeu a língua dos generais no governo. Presidente incendiário jura ser o Messias e nenhuma fala do Heleno. nem um ai do Santos Cruz, nada do Villas-Bôas. E eles não apóiam essa demência, o que só sublinha a própria covardia.

O Centrão, malandro, não vai ser burro de deixar a MP caducar e dar munição aos bolsonaristas:

Os líderes do Centrão acertaram com o presidente da Câmara uma nova estratégia para desmontar o discurso armado pelo governo para as manifestações de rua contra o Congresso neste domingo (26). O Centrão –bloco que reúne cerca de 200 deputados em torno do PP, DEM, PR, PRB, MDB e SD– puxará a votação na Câmara ainda nesta semana da MP 870 da reforma administrativa. Ela estruturou a Esplanada dos Ministérios após a posse do presidente Jair Bolsonaro. A ideia que o Centrão articula é retirar do substitutivo aprovado na Comissão Mista a criação das pastas das Cidades e da Integração, voltando à configuração inicial que as reunia no Ministério do Desenvolvimento Regional. Com isso, afasta-se o risco de a MP não ser votada e o governo ter que retornar à configuração administrativa da gestão de Michel Temer.” [UOL]

Do Ranier Bragon:

Jair Bolsonaro resolveu testar a aceitação popular a uma nova era de arbítrio. Não há meio-termo quando um presidente da República compartilha um texto como o da semana passada e estimula atos que pregam o fechamento do Congresso e do Supremo Tribunal Federal. Depois de voltar de uma ridícula e inútil viagem aos cafundós dos Estados Unidos, ele disparou o pueril texto e estimulou os protestos pró-ditadura do dia 26 —ações que vão contra o que entendemos por república, democracia e civilização.

Os 594 congressistas —chamados de ladrões, não nos percamos em eufemismos—, o que pensam? E os militares? Concordam com o reingresso na união das republiquetas de banana, tendo como césares Bolsonaro e seu Rasputin desbocado? Usaremos, para isso, um cabo e um soldado ou será melhor esperar a vinda de tanques da Virgínia?

Resta também a eterna curiosidade sobre o que pensa Sergio Moro. Congresso ou STF, qual liquidar primeiro para haver governabilidade? O ministro, um apreciador das leis, poderia dizer quantos artigos da Constituição que jurou cumprir Bolsonaro descumpriu na semana passada? Ou vai pedir escusas para, mais uma vez, se fingir de morto? Sempre é possível correr para debaixo da cama em situações assim. Que cada um depois preste contas à história e à sua própria consciência.”  [Folha]

Do Hélio Schartzman:

Não duvido de que Jair Bolsonaro fantasie com a ideia de, amparado nos braços do povo, passar o rodo em instituições que ele vê como corruptas, como o Congresso Nacional e o Supremo Tribunal Federal, e, a partir daí, governar sem embaraços. Mas fantasias frequentemente não passam de fantasias. É verdade que tudo o que não é proibido pelas leis da física é possível, mas nem tudo o que é possível é provável. A essa altura, parece-me ser maior a chance de Bolsonaro não concluir seu mandato do que a de ele congregar forças para desferir algum tipo de golpe de Estado.

O motivo principal para isso é sua própria incompetência. Ele assumiu o cargo em condições razoavelmente boas. Tudo o que precisava fazer era manter em alta a confiança da população e correr com a reforma da Previdência, seguida pela tributária. Se obedecesse a esse roteiro, eram grandes as chances de o país assistir à volta do crescimento.”  [Folha]

Sim, que Bolsonaro é autoritário até a minha irmã mais nova sabe, e o caminho para ele impor seu autoritarismo era ficar piano no primeiro ano, aprovar as reformas, não fazer muita merda e aí, com a retomada do crescimento, começar a colocar seu autoritarismo em prática. Mas pra nossa sorte o gênio não é capaz desse tipo de raciocínio e implodiu a porra toda com poucos meses de governo.

O que vimos, porém, foi um presidente que, através de omissões e declarações, operou para sabotar a reforma que seria a chave para o sucesso de seu governo. Errou desde o primeiro dia, quando optou por iniciar do zero os trâmites da proposta de emenda constitucional (PEC), em vez de modificar a de Temer, que estava pronta para ser votada em plenário. Perdeu preciosos seis meses. Temos aqui a inépcia como um fator moderador. Se é ela que impede o governo Bolsonaro de nadar de braçada, também é ela que nos protege de uma investida autoritária.”

Bolsonaro, horas depois de colocar a culpa na classe política, jurou, com todos os dedos cruzados, valorizar o parlamento:

O que nos une no dia de hoje, com um corpo de ministros muito importante e qualificado, reconhecido por todos, tendo inclusive cinco deputados federais entre eles…então nós valorizamos sim o Parlamento brasileiro, que vai ser quem vai dar a palavra final nesta questão da Previdência” [UOL]

Bolsonaro mandou um “É nóis” para os políticos, agora vai! A mudança de tom vem de mais uma enquadrada:

Na reunião com o núcleo moderado, o presidente foi aconselhado a procurar líderes partidários, inclusive do centrão (grupo informal de partidos como DEM, PSD, PTB, PP e PR), para esclarecer as declarações. A proposta da articulação política do governo, o que inclui ministros e parlamentares, é realizar um café da manhã para acalmar os ânimos.” [Folha]

Porra, café da manhã, agora vai!

Em outra frente, também há um esforço para convencer o presidente a substituir o líder do governo da Câmara, Major Vitor Hugo (PSL-GO). Bolsonaro tem oferecido resistência e diz que não costuma abandonar os aliados mais fiéis. Uma das soluções seria realocá-lo em outro cargo do governo.

Imagina Bebianno lendo o que vai acima, eu acho é graça.

Encerro esse grande show de demência com um Bolsonaro, é claro:

E o que falar disso?

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2. Todo castigo para o Guedes é pouco

Se tem alguém responsável pela faixa presidencial no peito do Bolsonaro esse alguém é o Guedes. Óbvio que o juiz Moro ajudou, mas sem o discurso liberal acredito que não seria eleito, e é por isso que todo castigo é pouco:

Pilar da agenda que hoje sustenta o governo, o ministro Paulo Guedes (Economia) virou alvo de críticas de parlamentares que o acusam de ser “omisso” diante da crise política. Líderes de partidos dizem que ele poderia fazer Jair Bolsonaro repensar a relação com o Congresso por ser o maior entusiasta da reforma da Previdência, mas prefere se manter alheio ao impasse. O grupo de insatisfeitos já mandou recado ao presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), aliado do economista.

Um interlocutor diz que é “desumano” cobrar a entrada de Guedes na zona de guerra e que ele tem investido no diálogo com o Congresso. O ministro não poderia, entretanto, invadir a articulação política. Já parlamentares alertam que, disparar contra o centrão, como faz o presidente, corrói a base que ele precisa para aprovar a reforma.” [Folha]

E o mercado jura de pé junto que a chance da reforma sair é maior do que na semana passada:

Segundo um grande gestor de fundos, os investidores acreditam que hoje as novas regras de aposentadoria têm mais chances de passar do que há uma semana, antes do acirramento da crise com o Legislativo. A aposta se baseia na ponte firmada entre Maia e Guedes e na leitura de que a Câmara chamou o tema para si. Mesmo os políticos mais otimistas, porém, reconhecem que os atos de domingo (26) podem azedar o clima.”

Que a reforma vai passar é óbvio, desidratada mas vai, mas otimismo maior que semana passada?! Haja otimismo…

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3. Quem tem cu tem medo

Os protestos que tomaram as ruas de ao menos 170 cidades do país na semana passada contra os cortes no Ministério da Educação geraram um alerta no governo sobre a possibilidade de professores direcionarem a mobilização contra a reforma da Previdência. Considerado projeto essencial para o sucesso da economia pelo governo Jair Bolsonaro (PSL), a reforma com mudanças nas regras de aposentadorias e pensões tramita em comissão especial da Câmara.

O governo monitora tanto a possibilidade de protestos nos estados, o que atinge diretamente os governadores, e que pressiona indiretamente a União, quanto nos arredores do Congresso nos dias em que a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) for submetida à votação no Legislativo.

Embora o Palácio do Planalto evite demonstrar publicamente estar em alerta sobre a possibilidade de a insatisfação gerada pelos cortes do Ministério da Educação se espalhar, nos bastidores esse é um cenário estudado pelos auxiliares do presidente. O número de manifestantes, sobretudo em São Paulo e no Rio de Janeiro, surpreendeu o setor de inteligência do governo, que esperava que os protestos sofressem uma redução ao longo do dia, na quarta.” [Folha]

Aí vai o camicaze com faixa no peito e…

O presidente Jair Bolsonaro chamou neste sábado (18) as manifestações contra o contingenciamento na educação que ocorreram na semana passada de “movimento do pessoalzinho aí que eu cortei verba”.” [Folha]

O mais fantástico é que ele mesmo puxou o tema:

Bolsonaro foi à portaria do Palácio da Alvorada de sandália, short amarelo e a camisa do segundo uniforme da Seleção Brasileira para cumprimentar 36 estudantes de uma escola privada de São Paulo que, de longe, gritavam “oh, Bolsonaro, cadê você? Eu vim aqui só pra te ver”. Ao cumprimentar os estudantes, perguntou espontaneamente a eles sobre as manifestações. “E este movimento do pessoalzinho aí que eu cortei verba, o que vocês acharam?”, indagou Bolsonaro. “Um lixo. A gente é estudante de verdade. A gente estuda”, respondeu um dos alunos do Colégio Bandeirantes, que, segundo dados coletados pelo Datafolha em 2017, tem mensalidade de mais de R$ 3 mil. “Contingenciamento”, disse um outro aluno, após Bolsonaro falar em corte.

Isso me lembra uma entrevista do Moro, que deixou escapulir a palavra corte e logo corrige para contingenciamento, tentando esconder o sorriso de canto de boca.

Depois de puxar assunto com os alunos sobre as manifestações de quarta-feira (15) em ao menos 170 cidades do país, continuou no assunto. “É uma minoria que manda na escola. O pessoal fica aí, professor, alguns, oferecendo ponto, facilidades [inaudível] nem sabe o que vai fazer na rua. Um dos estudantes, então, diz que Bolsonaro teve sua fala distorcida pela imprensa. Bolsonaro reiterou o que disse nos Estados Unidos, inclusive chamando os manifestantes novamente de “idiotas inúteis”. “Em Dallas, eu falei, sim, que uma parte são idiotas úteis. É verdade, ué. É mentira? Meu pessoal esteve na rua ouvindo a molecada ‘o que você está fazendo aqui?’. Não sabe de nada. É massa de manobra dos espertalhões de sempre, do pessoal que quer voltar ao poder. Para alguns grupos está difícil a vida, acabou a teta”, disse Bolsonaro.

Se lembra do reitor de uma universidade de Santa Catarina que se matou?

O presidente também relativizou a autonomia dos reitores das universidades federais. “Universidade, por exemplo, os reitores têm autonomia. Mas, hoje em dia, parece que eles têm, na verdade, autonomia total, soberania. Têm que prestar as contas do que está acontecendo.

E a notícia abaixo me surpreendeu positivamente:

O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta segunda-feira (20) que vai assinar a nomeação de Denise Pires de Carvalho como reitora da Universidade Federal do Rio de Janeiro. A professora foi indicada após consulta eleitoral em abril na comunidade universitária, que enviou uma lista tríplice ao Governo Federal.” [G1]

Bolsonaro respeitar a lista tríplice é um ótimo sinal, mas é óbvio que ele tem que falar alguma merda:

Hoje devo assinar aqui [no Rio] o nome da nova reitora da universidade, a UFRJ. Tomei conhecimento a respeito dela, da lista tríplice, é a pessoa adequada. Já falei que é ‘reitora’, então já dei a dica de quem é. Agora sou ‘homemfóbico

Se bobear ele só indicou a primeira da lista pra fazer esse comentário.

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4. Clac Clac Bum!

O decreto mais recente sobre armas libera FUZIL!

A Taurus confirmou ao Jornal Nacional que só espera a regulamentação do decreto para vender o T4 para civis. A empresa diz que já tem uma fila de duas mil pessoas querendo comprar o armamento na versão semiautomática. E que as armas poderiam ser entregues em até três dias depois da compra.

Até antes da assinatura do decreto, os brasileiros só podiam comprar armas com energia cinética até 407 joules. Isso se refere a revólveres, de calibres 32 e 38, e pistolas de calibre 380. O decreto sobe o limite para o uso de armas com 1.620 joules, ou seja, quatro vezes mais do que é estabelecido atualmente. O T4, fabricado no Brasil, de calibre 5.56, tem força cinética de 1.320 joules. Com isso, passam a ser permitidas pistolas de calibre ponto 40, autorizadas apenas para forças policiais; as pistolas nove milímetros (de uso de policiais federais) e de calibre 45 (empregado pelos militares do Exército).” [G1]

E quase metade dos governadores do país é contra:

Governadores de 13 estados preparam carta contra o decreto de Jair Bolsonaro que ampliou o porte de armas no país. Eles pedem que Executiovo, Judiciário e Legislativo atuem pela “imediata revogação” do dispositivo. “Julgamos que as medidas previstas não contribuirão para tornar nossos estados mais seguros”, dizem. Ao contrário, terão impacto negativo na violência, aumentando a quantidade de armas e munições que poderão abastecer criminosos e os riscos de que discussões e brigas entre nossos cidadãos acabem em tragédias.” MA, DF, PI, PE, CE, PB, ES, BA, RN, AL, SE, AM e TO assinam o texto.”  [Folha]

Até o Ibaneis! E estou muito surpreso pela WHtiney e o Suéter Humano não estarem na lista…

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5. Mourão na China

Mourão em entrevista a um canal estatal chinês:

Temos uma relação fantástica. Mas, do lado brasileiro, desejamos por valor agregado nas coisas que exportamos para a China. Somos um grande exportador de commodities , mas temos que ser mais que isso. Este é um passo decisivo nesta relação que temos. O Brasil não pode ser somente um entreposto, uma loja em que a China vai e compra alguns artigos. Não pode ser somente isso” [O Globo]

Como é bom ouvir alguma razoabilidade em política externa em meio a esses dementes:

Por exemplo, a gente exporta soja pura. Vem com taxação zero. Agora, se a gente exportar óleo de soja, vai botar uma taxa lá em cima. Então é isso que a gente tem que negociar e mudar. Isso tudo é uma conta de aproximação. No momento em que eles sofrem uma pressão dos Estados Unidos também podem abrir alguma coisa para a gente.

Não ofendeu os chineses, não disse amar os EUA, não lambeu as bolas do Netanyahu, não se meteu na eleição argentina, não falou em Deus e conseguiu unir lé com cré, só vitória.

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6. Alô, Jair!

O governador de São Paulo, João Doria, vai emplacar o deputado federal Bruno Araújo no comando do PSDB e já prepara mudanças no partido no Rio de Janeiro. O empresário Paulo Marinho, suplente de Flávio Bolsonaro no Senado, vai assumir as ações da sigla no estado e está de olho em algum nome de peso para concorrer a prefeito do Rio em 2020.” [Época]

Sim, Paulo Marinho, a eminência parda da campanha e transição, viu o barco afundando e já meteu o pé:

Marinho se afastou da família Bolsonaro desde que vieram à tona as denúncias envolvendo Fabrício Queiroz, ex-assessor de Flávio na Assembleia Legislativa do Rio. Os Bolsonaro atribuem ao empresário o vazamento de informações para a imprensa. A ligação de Marinho com duas figuras defenestradas pelo vereador Carlos Bolsonaro também contribuem para o distanciamento do presidente Jair Bolsonaro. O empresário é próximo de Marcos Carvalho, dono da agência responsável pela estratégia digital da campanha presidencial, e de Gustavo Bebianno, ex-secretário geral da Presidência.

Uma das conversas recentes de Paulo Marinho foi com o empresário Roberto Medina, criador do “Rock in Rio”. Medina, no entanto, continua com a mesma posição dada em entrevista dada ao GLOBO no mês de janeiro. “Nunca passou pela minha cabeça. Não preciso ser político para ajudar o Rio”, disse Medina ao jornal. Marinho sabe que é quase impossível Medina ser candidato, mas ainda acalenta a esperança de convencê-lo a ser vice de alguém (o que, convenhamos, também será difícil). O fato é que João Doria sabe que precisa ter um nome competitivo no estado se quiser levantar sua candidatura presidencial em 2022.

Suéter Humano está em campanha presidencial desde que era prefeito, a Época tem que corrigir o parágrafo abaixo:

Em julho, o empresário pretende fazer um jantar para Doria no Rio. Faltando três anos e meio para a eleição presidencial, o evento é considerado o pontapé inicial para a campanha do tucano ao Planalto.

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7. Ricardo FUCKING Salles

Esqueci de colocar esse absurdo no relato de ontem, perdão pelo vacilo.

A comunicação do Ministério do Meio Ambiente (MMA) está tão desastrosa que dá até para pensar que o ministro Ricardo Salles tem se orientado com o presidente Jair Bolsonaro. Ontem, sexta-feira (17), após Salles encerrar uma entrevista coletiva na sede do Ibama em São Paulo, cerca de 20 jornalistas vivenciaram uma situação inusitada: ainda estavam com muitas dúvidas sobre as informações passadas pelo ministro sobre a análise dos contratos do Fundo Amazônia, e precisaram chamar de volta o assessor de comunicação do MMA para pedir mais esclarecimentos.

No final do dia, Salles teve de amargar um saldo negativo de sua iniciativa de divulgação, com destaque para o discreto “puxão de orelha” que tomou publicamente das embaixadas da Noruega (doadora de cerca de R$ 3,186 bilhões) e da Alemanha (doadora de R$ 192,6 milhões, com previsão de mais R$ 160 milhões), que desaprovaram o anúncio de supostas “irregularidades”. E também desmentiram a afirmação do ministro de que ele teria dialogado na véspera com as duas representações diplomáticas.” [Direto da Ciência]

Salles havia anunciado que falaria sobre irregularidades no Fundo Amaônia, mas foi incapaz de apontar uma única irregularidade:

No entanto, ontem, já antes da coletiva, que teve início pouco depois das 11h, alguns jornalistas já haviam questionado a CGU e recebido uma nota da assessoria de imprensa do órgão. À tarde, eu também consultei o órgão, que respondeu:A CGU não efetuou testes de auditoria sobre os referidos contratos ou avaliou os resultados que foram apresentados na coletiva. As conclusões são de exclusiva responsabilidade do MMA”.

Cheguei atrasado à coletiva, mas obtive com colegas o áudio da fala do ministro e das perguntas de jornalistas e respostas dele. Sem apresentar qualquer documento, Salles afirmou que sua equipe havia analisado “um quarto” dos 103 projetos apoiados pelo Fundo Amazônia. Essa análise, segundo ele, detectou irregularidades, principalmente em prestações de contas em todos os contratos com ONGs firmados com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) – órgão gestor, responsável pela captação de recursos, contratação e monitoramento dos projetos e ações apoiados. Assim que passou a responder às perguntas dos jornalistas, o ministro foi baixando o tom acusatório. Acabou reconhecendo que não houve “auditoria”, como afirmara o aviso e pauta, e foi relativizando cada vez mais as “irregularidades”, terminando com a afirmação:”

Salles encerrou a coletiva e deixou todos os jornalsitas atônitos:

Durante cerca de 20 minutos após a saída de Salles do auditório da Superintendência do Ibama em São Paulo, mais de 20 jornalistas ainda permaneciam no local. Estavam todos querendo entender como o ministro, com base nos dados parciais alegados e sem apresentar qualquer relatório ou outro tipo de documento, poderia justificar sua iniciativa de divulgar a tal “auditoria” que não era mais auditoria. Havia também dúvidas sobre os números apresentados. “Nunca vi um anúncio de governo assim. Ele [o ministro Ricardo Salles] quer que a gente ‘compre’ esses números do jeito que ele nos passuu”, perguntou um repórter a outros colegas. “Gente, estou me sentindo no meio de uma fake news!”, disse uma jornalista.”

Vale ler todo o link para ter a dimensão do absurdo.

Ninguém desmoraliza mais o Novo que o inistro do Novo, parabéns ao partido pela transparência.

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8. EUA vs Irã – vai dar merda!

Ótimo texto sobre a escalada no conflito entre EUA e Irã:

Consultores de segurança internacional e pesquisadores ouvidos por ÉPOCA são unânimes ao apontar a estratégia americana de pressão máxima sobre Teerã como responsável pela escalada das tensões entre Estados Unidos e Irã. Sob os conselhos de assessores agressivos, o presidente americano, Donald Trump, busca desde o começo de seu mandato asfixiar o país persa com sanções econômicas na expectativa de, ao devastar a economia do rival, conseguir impor condições unilaterais ou, ainda melhor, provocar uma mudança de regime.

Diante disso, com a previsão de ver o PIB encolher 6% em 2019 e sem obter nenhum resultado do acordo nuclear assinado por Barack Obama em 2015 e revogado por Trump em abril de 2018, os líderes iranianos se veem sem opções exceto retaliar. Isso se manifestou em ameaças de se retirar do pacto nuclear e de fechar o Estreito de Ormuz, por onde passa um quinto do petróleo global. Ao tomar estas atitudes, entretanto, o país é ainda mais intimidado pela Casa Branca, que se aproveita da reação para justificar a alegação de que o adversário é um elemento desestabilizador da ordem global.

“Não há nenhuma dúvida de que o governo Trump é o condutor desta escalada. Foram eles que dobraram as apostas e adotaram uma estratégia de pressão máxima”, afirma Ali Vaez, diretor para o Irã do International Crisis Group, centro internacional de prevenção de guerras. “Eles provocaram o Irã a tomar medidas em retaliação, o que é esperado e totalmente previsível”.

A escalada contra Teerã acentuou-se no dia 22 de abril, quando a Casa Branca decidiu estender sanções ao petróleo iraniano contra todos os clientes que restavam do país. A decisão se somou a uma designação prévia da Guarda Revolucionária Iraniana — o Exército nacional do país — como um grupo terrorista, medida inédita no mundo, e ao posterior anúncio do envio de um frota militar ao Oriente Médio.

Diante disso, em uma clara resposta, o Irã notificou no dia 8 de maio aos governos de Reino Unido, China, França, Alemanha e Rússia que suspenderia parte dos compromissos do acordo nuclear. Ao que tudo indica, as ações iniciais do país não violaram o combinado, mas o Irã alertou que, a menos que as potências mundiais protejam sua economia das sanções dos EUA no prazo de 60 dias, começará a enriquecer urânio em nível mais alto.

A escalada chegou ao limite nesta semana, que teve, entre seus episódios, a retirada de diplomatas americanos do vizinho Iraque, como um indício de um conflito iminente, e denúncias de ataques de aliados iranianos contra petroleiros na costa dos Emirados Árabes Unidos e em um oleoduto da Arábia Saudita — ambos, os principais aliados árabes de Washington e inimigos ferozes do Irã.” [Época]

Envio de frota, retirada do corpo diplomático do Iraque e tweets presidenciais ameaçadores, é o combo pra dar merda. E qual opção resta ao Irã?! Negociar com quem implode qualquer possibilidade de negociação?! Ajoelhar pra retórica do Trump? Mas nem fodendo que eles vão recuar.

Situações como essas, apontam os estudiosos, fizeram desta a pior semana em décadas nas relações entre os dois países, e criaram uma possibilidade real de conflitos violentos e catastróficos entre as partes. Embora Trump e os iranianos desejem evitar uma guerra franca, explicam, a falta de comunicação entre os dois lados e as retóricas agressivas podem levar a choques localizados, mas ainda assim de severas consequências.

Isso poderia se dar, principalmente, entre alguns dos diversos aliados das duas partes na região — a chamada guerra por procuração, tipo de disputa armada na qual dois países se utilizam de terceiros (os proxies) como intermediários. As relações entre as partes precisam ser vistas no contexto da região, repleta de tensões, alianças, rivalidades e disputas, diz Paul Poast, especialista em segurança da Universidade de Chicago. “Você não pode olhar para as ações entre EUA e Irã isoladamente da geopolítica mais ampla do Oriente Médio e do Golfo Pérsico”.

Como lembra o professor de Relações Internacionais da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) Fernando Brancoli, muitos são os interesses para uma mudança de regime no Irã. Há décadas o país mantém uma espécie de guerra fria com Israel e Arábia Saudita, que, por sua vez, alegam que o Estado persa representa uma ameaça à sua própria existência. “Arábia Saudita e Israel têm muito interesse em um conflito com o Irã”, disse Brancoli. “Esses países mantêm diversos conflitos com atores apoiados pelo Irã e tem todo interesse em ver o regime iraniano trocado ou destruído. No caso de Israel, as hostilidades datam de décadas, e envolvem outras forças, como a organização política e paramilitar libanesa Hezbollah, do Líbano, e a Síria, com quem tem uma disputa pelas Colinas de Golã. Ambos os países são aliados iranianos e adversários israelenses.

E ainda tem o Netanyahu babando de ódio no meio, apoiado pela extrema-direita israelense.

No caso dos sauditas, as disputas são exacerbadas por diferenças religiosas e políticas. Historicamente, a monarquia saudita, berço do Islã e onde vigora o wahabismo — vertente do islamismo sunita caracterizada por seu ultraconservadorismo —, entendia-se como líder do mundo muçulmano. A partir da revolução iraniana em 1979, surgiu um novo tipo de Estado na região, uma teocracia xiita, que pretendia se exportar para os vizinhos. Essa influência regional cresceu após a queda do rival iraquiano Saddam Hussein, após a invasão americana em 2003. A rivalidade se faz presente em vários conflitos hoje, como no Iêmen, que, desde 2015, vive uma guerra civil com participação saudita, e onde o Irã apoia os rebeldes hutus. As diferentes disputas acabam por criar um barril de pólvora. “Há tantos atritos e tantos pontos de tensão que, mesmo sem querer, um conflito calamitoso pode irromper na região”, afirmou Vaez. “Quando não há nenhum canal de  comunicação, um pequeno erro de cálculo pode desencadear uma grande violência.”

Em vista de todos esses riscos, na quarta-feira o presidente americano Trump pareceu afastar-se de seus assessores mais beligerantes — que têm por líder o conselheiro de Segurança Nacional, John Bolton — e declarar em uma reunião que não quer uma guerra. Segundo vários funcionários do governo, o presidente afirmou a seu secretário interino de Defesa, Patrick Shanahan, que a intensa campanha de pressão americana contra o governo clerical de Teerã não deve se transformar num conflito aberto. Parte do receio americano se dá pelo poderio militar do rival, que exigiria grandes e custosos esforços americanos. O Irã é um país de 81 milhões de habitantes, mais do dobro do Iraque (38 milhões) e do Afeganistão (35 milhões). Conta com um Exército estruturado, com mais de 500 mil soldados na ativa e com poderosa capacidade balística, capaz de atingir vizinhos e aliados americanos. Segundo Brancoli, estas condições fazem com que um ataque cirúrgico dificilmente fosse bem sucedido, a um risco altíssimo. “O problema de um ataque limitado é a possibilidade de o Irã reagir”, afirma o pesquisador da UFRJ. “Um confronto aberto seria apocalíptico para a região. Envolveria conflitos armados dentro da Síria e dentro do Iraque. Produziria um número monstruoso de imigrantes e levaria o preço global do petróleo a disparar”.”

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9. EUA vs China

Bom texto do Gustavo Gindre –  o Trump lida de forma louca com a questão, mas o enfrentamento com a Huawei é estratégico para os americanos, independente do presidente de turno:

O ataque de Trump à Huawei expõe duas fraquezas da China. Quero me concentrar numa delas: a indústria de microprocessadores, especialmente os de uso geral. Essa é uma indústria claramente dominada pelos Estados Unidos (Intel, AMD, Qualcomm, Apple) com algumas foundries que trabalham para terceiros (como a TSMC) instaladas nos tigres asiáticos. Além da britânica (agora de capital japonês) ARM licenciando a arquitetura dos chips de celulares. Mesmo a Europa possui pouquíssimas empresas relevantes nesse setor. A China tem feito gigantescos esforços para avançar na indústria de chips, os resultados já começam a aparecer, mas ainda vai demorar uns bons anos para ela poder disputar mercado com as norte-americanas. E, mesmo assim, muito da propriedade intelectual embarcada nos chips chineses é norte-americana. Ou seja, Trump sabia onde estava batendo quando atingiu a venda de microprocessadores. Na prática a Huawei terá que parar a fabricação de celulares, PCs e notebooks. PS: a situação é diferente no core das redes de 5G, onde a Huawei tem muito mais autonomia. Por isso, nesse caso, a briga de Trump é para impedir que comprem os produtos chineses. PPS: o veto aos sistemas operacionais é um problema ainda maior para a China, mas isso fica para outro post.” [Facebook]

Assim como os iranianos, os chineses também não recuarão:

Xi Jinping, China’s president, may have deliberately revealed how he plans to strike back at the US in the trade war by taking a trip to a magnet factory in eastern China on Monday. Xi visited the JL MAG Rare-Earth factory in Ganzhou, where he learned about the “production process and operation” of the company, which specializes in magnetic rare-earth elements, “as well as the development of the rare-earth industry,” the state-run Xinhua news agency reported. Xi’s highly publicized attention on the country’s rare earths suggests he could use the products to cripple the US tech and military industries and make the Trump administration back down in the yearlong trade war.” [Business Insider]

O texto fala em “may” mas nem fodendo, foi proposital até não poder mais:

Rare-earth materials consist of 17 elements on the periodic table that can be found in products critical to the US’s manufacturing, tech, and defense industries — from batteries and flame retardants to smartphones, electric cars, and fighter jets, according to Reuters and the Financial Times. They are used in tiny amounts but can be crucial to the manufacturing process. “It’s signalling they know it’s not only important to US high-tech industries — electric vehicles, wind — but also defence. That’s the message they’re trying to get out,” Ryan Castilloux, the managing director of Adamas Intelligence, a rare-earths consultancy, told the Financial Times.

China is the world’s largest supplier of rare-earth materials, accounting for 90% of global production, and the US relies on it for 80% of its rare-earth imports, the South China Morning Post and Bloomberg reported. China’s state-affiliated Global Times tabloid described Xi’s Monday visit as the leader’s “huge support to the critical industry that has been widely viewed as a form of leverage for China in the trade war with the US, but one that also faces issues that need to be addressed.” 

Quer dar risada?

The Trump administration did not include Chinese imports of rare-earth materials in its latest lists of tariff targets, showing its reliance on China for them.”

China has weaponized its rare-earths exports in the past. In 2010, Beijing cut off the exports to Japan amid a maritime dispute that saw a Chinese boat captain captured by Japanese authorities. The export ban was so powerful that Japan immediately released the captain in what The New York Times described at the time as “a concession that appeared to mark a humiliating retreat in a Pacific test of wills.

O jogo é bruto, viado!

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10. Um Trump Muito Louco

Que comício insano do Trump, ele tá batendo até na Fox News!

They’re putting more Democrats on then you have Republicans. Something strange going on at Fox, folks. Something very strange! Did you see this guy [Buttigieg] last night? I didn’t wanna watch but you’ve always got to watch the competition — if you call it that.He was knocking the hell out of Fox! And Fox put him on. Somebody going to have to explain the whole Fox deal to me” [Business Insider]

Tudo isso ao vivo na Fox:

Fox also broadcast the Trump rally, including his criticism of the network. When Trump attacked Fox, boos erupted from the crowd.

E eis a razão pela qual Trump criticou a Fox:

Buttigieg had used part of his town hall in Claremont to call out Fox hosts Tucker Carlson and Laura Ingraham for their coverage of the Mexico border migrant crisis. (Neither were at the event.) He chastised Carlson for “saying immigrants make America dirty” and Ingraham for “comparing detention centers with children in cages to summer camps.

Sim, o sujeito ousou criticar duas declarações demenciais e apanhou do presidente! Eis o vídeo:

E a ovação no fim surpreendeu até o Chris Wallace, o âncora mais razoável da emissora:

E tem mais insanidades presidenciais:

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>>> Milionários foragidos cujos nomes não aparecem no noticiário nem fodendo:  “A Polícia Civil de São Paulo identificou as duas pessoas suspeitas de terem participado do assassinato de um morador de rua em Santo André, no último dia 11. Na tarde desta segunda-feira (20), equipes de investigadores realizaram diligências de busca e apreensão em endereços ligados a esses dois suspeitos. Ambos estão foragidos. A identidade dos dois ainda não foi revelada, mas um deles seria a pessoa que atirou várias vezes contra a vítima, Sebastião Lopes dos Santos, 40, e o outro seria o motorista da Mercedes usada pelos criminosos na noite do crime. Um morador relatou à Folha que vizinhos conheciam Sebastião, que andava pelo bairro e tomava banho no parque próximo, sem nunca ter feito mal a ninguém.” [Folha]

>>> Como eu queria ouvir o papo entre os dois: “O ex-ministro José Dirceu, que foi preso novamente na sexta (17), está dividindo a cela com o ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha no Complexo-Médico Penal, na região metropolitana de Curitiba, no Paraná. Dirceu e Cunha dividem o espaço com o ex-tesoureiro do PT João Vaccari, o ex-senador Gim Argello e outros três presos.” [Folha]

>>> Bolsonaro dise que podiam ir pra cima dele e… “A Receita Federal vai criar uma equipe especial para investigar as declarações fiscais do senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), do ex-assessor dele Fabrício Queiroz e de mais 93 pessoas que tiveram seus sigilos bancário e fiscal quebrados por ordem da 27ª Vara Criminal do Rio. Ao longo das investigações, o grupo deverá fazer “aranhas” das movimentações atípicas. Ou seja, vai mapear a origem e o destino final das transações financeiras. Um dos pontos a ser investigado, segundo uma fonte que acompanha o caso, são os repasses de dinheiro de Queiroz a Michelle Bolsonaro, mulher do presidente Jair Bolsonaro. Relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), uma das bases da investigação do Ministério Público do Rio, apontou repasse de R$ 24 mil de Queiroz para a mulher do presidente.” [O Globo]

>>> Sobre a eleição espanhola: “Cinco separatistas catalães presos, 24 representantes da extrema direita, um número recorde de mulheres e o maior grupo socialista já formado em muitos anos. A diversa composição do Parlamento que tomou posse na Espanha nesta terça-feira reflete as divisões políticas no país e, também, a situação de alta sensibilidade com a Catalunha. Os quatro deputados e um senador favoráveis à independência da região semi autônoma eleitos em abril último foram autorizados a deixar o cárcere apenas por algumas horas para tomar posse dos seus cargos. Conduzidos por agentes policiais até o Congresso, os independentistas Oriol Junqueras, Jordi Sánchez, Jordi Turull, Josep Rull e Raül Romeva foram aplaudidos pelos seus aliados. Eles são acusados de terem violado a Constituição ao terem feito uma intensa campanha pela separação catalã da Espanha em 2017, mas tiveram que jurar lealdade ao texto para tomar posse. Desde fevereiro, os cinco estão sendo julgados por rebelião, além de estarem presos há mais de um ano. As penas pedidas pela promotoria vão de sete anos e 25 anos.” [O Globo]

>>> Notícia deliciosa de ler: “Here is how fast America is changing: By the time today’s teenagers hit their 30s, there will be — for the first time ever — more minorities than whites, more old people than children, and more people practicing Islam than Judaism. The slow demographic shifts we’ve watched over decades will finally reach a tipping point in the 2040s. They’ll transform what America looks like, where we live and what we fear. We’ll be older and less white in the 2040s. Only 45% of 30-year-olds will be non-Hispanic whites in 2040. And minorities will become the majority in the U.S. by 2045, according to Census projections. There will be more old people than children for the first time because of the falling fertility rates, the Census data shows. More than 1 in 5 Americans will be over the age of 65, putting a new level of stress on the nation’s Social Security and health care systems. Immigrants will make up a record-breaking share of the population and will have a crucial role in carrying the economic load created by the elderly Boomers and Gen X-ers. Islam will have surpassed Judaism as the second most popular religion in the U.S. by 2040, according to the Pew-Templeton Global Religious Futures project. The majority share of Christians will be falling. Nearly 1 in 4 Americans will be unaffiliated with religion, including 30% of 30-to-44 year olds. In 2010, just 18% of the same age group was unaffiliated. Globally, there will be just as many 30-to-44 year old Muslims as Christians of the same age.” [Axios]

>>> Recomendo demais o perfil da Mona Chalabi, aula magna de visualização de dados, coisa linda: [Instagram]

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>>> Tô no vigésimo-oitavo minuto e tá bem bom. Um dos entrevistadores cita uma resposta do Lula ao Glen Greenwald dizendo que Ciro não chegou no segundo turno porque ninguém votou nele no primeiro turno. Ciro ouve a pergunta e manda um singelo “é verdade“.

>>> Sequência de um vídeo que eu postei aqui dia desses, tô boquiaberto com essa porra, Elon Musk chegou na base da voadora no mercado de telecomunicações. E não é uma das idéias soltas que ele joga por aí, tá bem avançado:

>>> Eu postei aqui um trecho curto entre Glen Greenwald e Ian Bremmer bem interessante, o vídeo completo acabou de sair, recomendo com tranquilidde.

 

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