Dia 1.106 e 1.107 | Às cegas | dias 11 e 12

Logo menos sai o podcast, com texto de Pedro Daltro e edição de Cristiano Botafogo. Os episódios você ouve lá na Central3. o EPISÓDIO BASEADO NESSE POST É ESSE AQUI Ó:

Ah, e agora o Medo e Delírio em Brasília tem um esquema de assinatura mensal, mas tenha sua calma. O Medo e Delírio continuará gratuito, se não quiser ou puder pagar tá de boa, você continuará ouvindo o podcast e lendo o blog como você sempre fez.

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E com assinatura ou não eu e o Cristiano queremos agradecer imensamente a todos os ouvintes, que são muito mais do que poderíamos imaginar. Cês são fodas : )

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1. No escuro

E o Brasil vai sendo tocado na base do improviso…

“Diante da resistência do presidente Jair Bolsonaro, o governo fez o que pôde para atrasar a vacinação de crianças. Entre o aval da Anvisa e o anúncio da previsão de chegada do primeiro lote de doses para brasileiros com idade entre 5 e 11 anos, passaram-se vinte dias. Não se sabe, porém, quantas crianças foram vítimas da pandemia durante esse período, nem a real dimensão da explosão de casos de Covid-19 depois das festas de fim de ano. O sistema de informações do governo federal sobre a pandemia completou, no domingo (9), um mês fora do ar.” [Piauí]

Um mês, e justamente quando Omnicron dá as caras.

O Painel Coronavírus do Ministério da Saúde, disponível na internet, informa que a última atualização de dados foi feita às 17h50 do dia 9 de dezembro. No dia seguinte, a pasta anunciou que um ataque hacker havia afetado os sistemas de coleta, processamento e divulgação dos números sobre a pandemia. O problema não foi resolvido até hoje.”

Ao que parece o sistema foi reestabelecido ontem, mas rersta saber em quais condições. Mais de um mês depois!

Com o repositório mais importante de dados abertos sobre pandemia no Brasil – o Opendatasus – fora do ar, pesquisadores ficam impedidos de estimar a dinâmica de transmissão do vírus e projetar tendências.”

Bem, como o governo nunca fez isso mesmo eles tocaram a vida tranquilamente, tatenado a realidade como de hábito.

“Consequentemente, gestores municipais e estaduais têm tido dificuldades ao planejar a abertura ou o fechamento de leitos em hospitais. Também não podem executar com segurança as medidas de isolamento. Em suma: fazem um voo cego enquanto o país bate recorde de novos casos diários de Covid-19.”

Vôo cego e kamikaze.

O apagão já preocupa até técnicos da Organização Mundial da Saúde (OMS), conforme noticiou o Uol. Sem dados do Brasil, a entidade teme que não seja possível dimensionar o tamanho da nova onda global de casos.”

E é aí que reside a minha esperança numa condenação em Haia, além da absoluta falta de esperança na justiça brasileira, claro: os crimes do Bolsonaro na pandemia vão MUITO além das nossas fronteiras. Assim como a coleção de crimes ambientais também não ficam restritas às nossas fronteiras, já que a Amazônia é chave pro clima global.

Criou-se um efeito dominó. Sem sua base, o Ministério da Saúde interrompeu no começo de dezembro a rotina de enviar à Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) o pacote semanal mais completo de dados do país, que serve de base para as análises da rede de vigilância epidemiológica. O mais recente boletim da Fiocruz foi divulgado em 13 de dezembro. O texto já apontava problemas no acesso aos dados, o que estaria gerando uma “significativa subnotificação” por trás da aparente estabilidade das taxas de transmissão naquele momento. Na última sexta-feira (7), a Fiocruz publicou uma edição extraordinária do Boletim do Observatório Covid-19 em que classificou como “gravíssima” a falta de informações sobre a contaminação no Brasil e afirmou que o país vem orientando políticas públicas com “pouca ou nenhuma” evidência de dados.”

E o que faz Queiroga de lá pra cá?! Lambendo as bolas do chefe e fazendo d tudo pra dificultar a vacinação infantil. Era pra esse governo militar entrar no modo guerra pra recuperar o sistema mas suas prioridades são outras. E macabras.

“O enfrentamento de uma pandemia sem os dados básicos e fundamentais pode ser comparado a dirigir um carro em um nevoeiro, com pouca visibilidade e sem saber o que se pode encontrar adiante”, explicou o boletim, didaticamente.” 

Esse é o governo que achou tudo bem não ter Censo, dados pra quê, né? Eles são ousados!

“Um mês de sistema parado não existe em lugar nenhum do mundo, ainda mais com orçamento de meio bilhão de reais por ano”, assegura o médico sanitarista e pesquisador Giliate Cardoso Coelho Neto, que esteve à frente do Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde (Datasus) em 2016. À piauí, o ex-diretor listou alguns problemas estruturais que já existiam no sistema, como falhas na chamada arquitetura de barramento, que serve de anteparo entre a entrada de dados no sistema e o repositório de informações, e falta de “redundância” – isto é, a duplicação de estruturas do sistema, que muitas vezes é adotada como forma de reforçar a segurança das informações. Para Giliate, o Ministério da Saúde já teve tempo suficiente para consertar eventuais problemas causados por ataques hackers. Na avaliação do ex-diretor, a pasta está lidando com a situação com deliberada lentidão. Não trataram o caso em nenhum momento com a urgência necessária. “Para mim, o que estão fazendo é uma operação padrão.””

Sim, deliberado. Em qualquer outro governo essa hipótese soaria absurda, mas nesse governo militar aí dá pra cravar. Se não deu pra derrubar o passaporte da vacina por bem vai por mal, né?

“O início do apagão de dados coincidiu com a resistência do governo a vacinar crianças, a exigir passaporte de vacinação de pessoas vindas de outros países, assim como a seguir as demais recomendações da Anvisa para evitar a disseminação da variante Ômicron. O passaporte de vacinação acabou imposto por maioria de votos do Supremo Tribunal Federal, em meados de dezembro. A compra das primeiras doses da Pfizer destinadas às crianças foi anunciada pelo governo depois que o ministro Marcelo Queiroga aventou, sem sucesso, a ideia de exigir prescrição médica dos pais que quisessem vacinar seus filhos.”

Assim como o governo só foi comprar vacina quando tomou olé do Doria!

“Dada a postura do governo, o apagão de dados começou a parecer conveniente. “É possível que o governo tenha tirado o sistema do ar para manter a integridade das informações, mas nada justifica manter fora do ar por tanto tempo depois de um ataque hacker”, avalia a diretora executiva da ONG Open Knowledge, Fernanda Campagnucci, que monitora a transparência dos dados públicos desde o início da pandemia. “Parece barbeiragem, mas não dá para saber se foi incompetência ou se foi deliberado”, ela diz. Atransparência dos dados sobre a pandemia conta uma história de sobressaltos desde 2020. Em 5 de junho daquele ano, o Ministério da Saúde tirou do ar o Painel Coronavírus. A pasta era comandada interinamente pelo general Eduardo Pazuello, e o país somava, até então, 35 mil mortos pela Covid-19. A intenção do governo, com essa mudança, era divulgar apenas os casos e mortes registrados nas 24 horas anteriores, ignorando os números acumulados e as informações regionalizadas. O plano vingou por pouco tempo. A divulgação dos dados foi restabelecida dias depois por determinação do ministro do STF Alexandre de Moraes, que concedeu liminar em uma ação movida por partidos da oposição”

E o governo é incapaz de explicar o tamanho do estrago:

“O apagão tem sido acompanhado de explicações desencontradas sobre o que realmente aconteceu na base de dados e, pior, se houve ou não perda de informações. “Está tudo nebuloso, ainda não sabemos o que realmente aconteceu”, lamentou o pesquisador da Fiocruz Marcelo Gomes, coordenador do InfoGripe, que suspendeu no começo de dezembro a divulgação de análises. Na noite da última sexta-feira (7), Gomes ainda não tinha notícia sobre quando a extração de dados seria restabelecida. Também não se sabe se os dados, uma vez disponibilizados, vão corresponder integralmente à realidade – sobretudo aqueles que dizem respeito às notificações de casos leves de Covid-19.”

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2. No escuro, parte 2

É espantoso como um governo militar lida com TUDO na base do improviso, da gambiarra, até eu que sempre odiei – “ÓDIO E NOJO, BRADAMOS EM NOME DE SUA HONRA” – os militares a sério me espanto. A matéria versa sobre a crise hídrica e a absoluta falta de planejamento desse governo MILITAR e é importante lembrar que o Ministro de Minas e Energia é um ALMIRANTE! E não é da reserva não, é ALMIRANTE DA ATIVA!

“Auditoria do Tribunal de Contas da União (TCU) constatou que não existe no governo e no Ministério de Minas e Energia (MME) “um plano estratégico de contingência para situações de crise hidroenergética”. Com a pior seca da história no ano passado e o risco de novo apagão do setor elétrico no país, o ministro Benjamin Zymler instaurou, em 4 junho de 2021, processo de fiscalização para “verificar a eficiência, tempestividade e suficiência das ações planejadas e efetivamente adotadas para fazer frente à situação de crise hidroenergética”. O relatório preliminar da SeinfraElétrica, obtido por O Antagonista, concluiu que:

  • “Não há um plano estratégico de contingência para situações críticas, resultando em medidas tomadas de maneira açodada e com pouca previsibilidade”;
  • “Constataram-se falhas no planejamento das ações, que tiveram foco no aumento da oferta de energia, sem a devida atenção para medidas de redução da demanda”;
  • “Não houve estimativa prévia dos impactos tarifários ao consumidor das medidas para enfrentamento da crise”;
  • “A MP 1.078/2021, autorizando operação de crédito financeiro ao setor elétrico brasileiro, que poderá aliviar reajustes tarifários em 2022, postergando-os para os anos seguintes, foi baseada em estudos prévios deficientes”;
  • “Por fim, identificou-se que não houve investigação das causas estruturais e conjunturais que concorreram para a crise hidroenergética”.

Isso é, os MALDITOS MILICOS não fizeram NADA!

“Os auditores também concluíram que “a falta de um plano estratégico de contingências prejudicou o planejamento e a previsibilidade das ações”. Eles ainda avaliaram que a ausência de estimativa prévia dos custos, e consequentes impactos tarifários, das medidas adotadas indica “deficiência na otimização das ações”. Além disso, a SeinfraElétrica afirmou que é necessário um “estudo circunstanciado para identificar e avaliar as principais causas da crise no setor de energia”. Os auditores sugeriram ao ministro Zymler que determine ao MME que:

  • crie um plano estratégico de contingência para o enfrentamento de crises hidroenergéticas;
  • elabore estudo para identificar e propor soluções para as causas que levaram ao risco do desequilíbrio entre demanda e oferta de energia;
  •  e estabeleça metodologia a ser aplicada no cálculo da Bandeira Tarifária Extraordinária, apresente avaliação da vantagem de nova operação de crédito diante da utilização de Revisões Tarifárias Extraordinárias (RTEs) e realize estudo sobre a vantajosidade de inclusão dos diferimentos tarifários.

O processo ainda será avaliado pelo ministro relator, que pode concordar ou não com as avaliações dos auditores. Após concluir o relatório, Zymler submeterá a auditoria ao plenário do TCU.” [Antagonista]

No podcast eu abordarei o documento do TCU com mais detalhes, por aqui fique com esse fio:

As chuvas varreram o país, mataram muita gente e salvaram esse governo, eis a dura verdade:

As chuvas mais intensas neste período úmido estão longe de resolver todos os problemas do setor elétrico, mas devem trazer algum alívio para as contas de energia. A expectativa é que o nível de água dos reservatórios do Sudeste/Centro-Oeste chegue ao final de abril em torno de 50%, o que levaria o governo a diminuir o despacho das termelétricas mais caras. Com isso, o consumidor poderá começar a pagar parte da dívida que carrega junto às distribuidoras, estimada em R$ 14 bilhões até novembro.” [O Globo]

Dívida…

“O presidente Jair Bolsonaro tem adiado a assinatura do decreto que estabelece as regras para esse empréstimo que os consumidores vão tomar para pagar as distribuidoras. No setor, comenta-se que o TCU está incomodado com a medida em ano eleitoral, porque seria uma forma de manipulação da inflação. Como mostrou ontem a Agência Infra, uma auditoria interna do Tribunal apontou uma série de falhas na condução da crise hídrica pelo governo e questionou a MP que autorizou o empréstimo sem apresentar contas e impactos tarifários. O presidente da Abradee, associação que representa as distribuidoras, Marcos Madureira, diz que as empresas estão apreensivas, mas esperam que o decreto seja de fato editado nos próximos dias. — A gente espera que esses recursos já possam entrar no caixa em fevereiro. Houve uma alta forte de custos e as distribuidoras são apenas intermediárias entre as geradoras e os consumidores. É uma situação crítica — afirmou. O setor defende o empréstimo e diz que isso também está sendo feito em países da Europa. Mas o fato é que Bolsonaro irá repetir o governo Dilma e obrigará o consumidor a pagar não só a alta da energia, mas os juros do financiamento.”

Isso é, Bolsonaro deveria ter resolvido ano passado, mas ele e seu governo estavam de férias, né, sem coisas importantes pra resolver.

E vamos às chuvas:

“Passado pouco mais de um mês com fortes chuvas castigando as regiões Norte, Nordeste e Sudeste, seis estados do país já somam 108,9 mil pessoas desabrigadas e desalojadas. O número de brasileiros que perderam suas moradias na Bahia, em Minas Gerais, Tocantins, Espírito Santo, Maranhão e Piauí equivale à população da cidade de Itaperuna, no Rio de Janeiro. De acordo com informações desses estados, 45 pessoas morreram. Minas Gerais sofre com as enchentes nos últimos dias, 145 municípios já estão em situação de emergência e 19 pessoas morreram desde o início do período chuvoso no estado. A Defesa Civil de Minas ainda não contabiliza no boletim os dez mortos do desabamento do cânion em Capitólio, no último sábado, o que aumentaria para 29 mortos no estado. Há também desabrigados e desalojados nos estados do Maranhão, Tocantins e Espírito Santo. O governo do Piauí decretou situação de emergência em todo estado por conta das inundações em vários municípios. Na capital Teresina, 468 famílias estão desabrigadas, ou seja, cerca de 1.800 pessoas afetadas, segundo informações da Secretaria Municipal de Defesa Civil (Semdef).” [O Globo]

Passemos à habitual indiferença presidencial:

“Com as chuvas que assolam Minas Gerais, Jair Bolsonaro repete o comportamento de indiferença que teve em relação aos desabrigados pelas enchentes e tempestades na Bahia na virada do ano. Até agora, Bolsonaro não deu uma palavra sobre o assunto. Muito menos teve a iniciativa de sobrevoar as regiões atingidas. Em Minas Gerais, 145 cidades decretaram estado de emergência por causa da chuva. Milhares de mineiros foram obrigados a deixar suas casas por causa de enchentes ou de perigo de rompimento de barreiras. Bolsonaro, no entanto, talvez, ainda possa ser convencido a deixar de ignorar as chuvas.” [O Globo]

Repare no precedente:

Em janeiro de 2020, Bolsonaro sobrevoou por uma hora Belo Horizonte e cinco cidades atingidas da região metropolitana da capital que também haviam sido atingidas por fortes temporais — mas o fez depois de uma semana de a tragédia ter se instalado.” 

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3. Mix de Bolsonaro

Vai aí uma compilação com algumas declarações presidenciais:

O Brasil está indo bem, apesar dos problemas. Agora, se cada um quiser resolver o seu lado, nós podemos simplesmente explodir o Brasil e não resolver absolutamente nada” [O Globo]

Passemos às declarações da bomba fecal ambulante:

“”Fizemos coisas fantásticas ao longo desses dias que dificilmente outro governo estaria fazendo. O presidente não tem férias. É maldoso quem fala que estou de férias. Eu dou minhas fugidas de jet ski. Dou lá uns cavalos de pau no Beto Carrero” [Folha]

No dia seguinte Bolsonaro disse “Tive 9 dias de férias, que viraram meia dúzia”. E esse é o presidente que VIVE de férias.

E é fascinante como o presidente é absolutamente incapaz de seguir ecomendações médicas:

“As orientações médicas são de dieta restrita, exercícios leves e mastigar os alimentos. Ainda assim, a avaliação é a de que as obstruções intestinais podem seguir ocorrendo. “Vai ser difícil seguir isso, eu não consigo me controlar”, disse Bolsonaro sobre dieta. “Foi domingo. Eu não almoço, eu engulo”, completou. “O camarão não foi mastigado. A gente pede para todos os clientes fazerem o que a gente faz. Mastigar 15 vezes cada garfada”, disse Macedo.”

E ele adora dizer que “todo mundo vai embora um dia”, pe pura necropolítica

“É difícil ficar parado. Queria estar hoje à noite lá no jogo do Marrone e Gustavo Lima. Estou tentando ir pra lá, eu não vou jogar logicamente. Mas estou tentando ir pra lá, vou ver como é que fica. A vida continua. Todo mundo vai embora um dia. A gente lamenta isso aí. Agradeço ao dr. Macedo a força que está dando para mim”

Bolsonaro não seguie orientações médicas e a culpa é do Adelio, tá ok?!

“Ao citar pontos da investigação a respeito de Adélio Bispo de Oliveira, o autor da facada, Bolsonaro afirmou que o caso “está muito parecido com o Celso Daniel”, em referência ao ex-prefeito de Santo André filiado ao PT e assassinado em 2002.”

MUITO parecido… Celso Daniel foi morto pois ameaçou revelar um esquema de corrupção! No caso, Bolsonaro é chefe de quadrilha!

“”Minha preocupação não é com as minhas viagens, mas sim com segurança. Sabemos até onde o outro lado pode chegar. A política brasileira, depois que a esquerda se fez mais presente… Como eles são agressivos, como eles têm tentado eliminar seus adversários não interessa como””

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Sim, ele várias vezes fala em exterminar a petezada, dar um fim na esquerda e mete essa.;..

O Fachin derrubou uma lei de Santa Catarina proibindo pronems neutros e…

“Se eu não me engano, Santa Catarina… Sim, Santa Catarina. Tem uma lei lá que foi sancionada pelo governador proibindo a linguagem neutra. O que o ministro Fachin fez? Acho que foi o Fachin. Deu uma liminar contra essa lei que estava lá em Santa Catarina proibindo a linguagem neutra — afirmou Bolsonaro na entrevista. O presidente, então, atacou o ministro do STF: — Que país é esse? Que ministro é esse do Supremo Tribunal Federal? O que ele tem na cabeça? O que ele… É “eu quero”? Virou “eu quero”, “eu não quero”?” [O Globo]

Disse o democrata.

““Em 2023 tem duas vagas abertas. Eu tenho na minha cabeça quem seriam esses nomes”, afirmou o presidente, em entrevista à Rádio Jovem Pan, ao destacar que os dois ministros do STF indicados por ele – Kassio Nunes Marques, em 2020, e André Mendonça, em 2021 – têm “liberdade” nas decisões. “Não conduzo nem peço votos para eles”.” [Estadão]

E olha como ele mente:

“Ao lembrar que Mendonça é pastor evangélico, Bolsonaro observou que por “coincidência” as pautas voltadas para a diversidade vão cair nas mãos dele. “E eu entendo que ele vai dar o tratamento à luz da Constituição. Como ele bem disse, o que é família está definido na Constituição”, disse Bolsonaro. “O que é união entre duas pessoas, como está definido na Constituição.” A Carta Magna, porém, não tem essa explicação. O chefe do Executivo repetiu que tem críticas a alguns ministros do STF e elogios a outros.”

E olha como ele ataca o Lula:

“Ninguém pede cabeça de ministro como acontecia no passado. Sabe como Lula está conseguindo apoio por aí? Negociando. […] Em troca de ministérios, bancos, estatais”

Não é exatamente isso que o governo Boslonaro faz?!

E o papo sobre eleição é esquisitíssimo!

“Não tenho preocupação com o TSE. As Forças Armadas foram convidadas pelo ministro Barroso a participar das eleições. Aceitamos. Vamos participar de todo o processo. E a Defesa agora fez alguns questionamentos ao ministro [Luís Roberto] Barroso, do TSE, sobre fragilidades da urna eletrônica. Estamos aguardando a resposta. Pode ser que ele nos convença. Mas se nós não estivermos errados, pode ter certeza que algo tem que ser mudado no TSE. […] O Brasil merece eleições limpas e transparentes”

E algo que me desconcerta é como os bolsonaristas loiuvam a honestidade do capitão cuja famiglia tem o curioso hábito de comprar imóveis em dinheiro vivo! E essa história mostra bem o quão pilantra a famiglia e seus aliados são:

“O ministro da Cidadania, João Roma (Republicanos-BA), confirmou que Renato Bolsonaro, irmão do presidente Jair Bolsonaro, atuou para liberar recursos da pasta para Miracatu, município localizado a 137 quilômetros da capital de São Paulo. Renato Bolsonaro é chefe de gabinete da prefeitura local, beneficiada com o empenho de R$ 35 milhões em verbas da União no final de 2021, conforme revelou O GLOBO. Desse valor, R$ 9,5 milhões saíram da pasta comandada por João Roma. Ao GLOBO, o ministro da Cidadania contou que Renato Bolsonaro tem um jeito “suave” e, por isso, teve vontade de ajudar. — Ele é irmão do presidente, circulou (nas outras pastas) e, talvez até pelo jeito dele, suave, todo mundo tem vontade de ajudar o cara. Dá vontade de ajudar. Mas (ele) não é aquela pessoa que fica vendendo prestígio. Não é dessas criaturas que a gente vê em Brasília a vida toda — destacou o ministro.” [O Globo]

Aquela honestidade que desconcerta… “dá vontade de ajudar”, porra, não tem nada a ver com o sobrenome, tá ok?!

“O encontro entre Roma e Renato Bolsonaro, que selou o envio dos recursos para Miracatu, aconteceu no fim do ano passado no Palácio do Planalto: — Eu estive com ele em novembro, e ele comentou comigo que tinha uma ação lá no município. Encontrei com ele duas vezes, já. Em uma delas, lá no Planalto. Ele comentou: ‘Ministro, tem uma obra de uma quadra lá no município’. Tinha algum imbróglio burocrático, que obstruía — explicou João Roma, prosseguindo: — Você sabe que recebi o apelido de ‘João Solução Roma’. Ele (Renato) comentou comigo: ‘Ô, ministro, tem um negócio para resolver no município’. Parece que ele estava há um ano e meio batendo cabeça com essa quadra. Aí, eu anotei e resolvi. Na semana seguinte, já tinha resolvido o assunto e eu tinha dotação orçamentária. Resolvi rápido — completou.”

Imagine o que não deve aprontar um ministro cujo apelido é SOLUÇÃO! E é o próprio SOLUÇÃO quem revela o apelido, o Brasil é fascinante…

Após o empenho, ressalta João Roma, Renato Bolsonaro o procurou para agradecer. — Ele me ligou e disse: ‘Ô, ministro, muito obrigado, pensei que isso não ia resolver mais. Não sei o que…tal’. Desse jeito. Questionado se não vê conflitos de interesse em “ajudar” o irmão do presidente, já que a prefeitos do país não tem sequer acesso a ministros de estado, João Roma se defendeu: — Sinceramente, não vejo não. Ele é irmão do presidente, mas ele tem legitimidade, trabalha lá no município. A função dele é essa mesmo. Se ele tivesse um escritório de lobby, aí havia um grande conflito de interesse. O ruim são as coisas nebulosas, as coisas escondidas. O cara não é uma eminência parda. O ministro afirmou, ainda, que não houve pedido do presidente da República para que os recursos fossem liberados. —O presidente nunca me pediu nada, nem sabia disso.”

O irmão do Bolsonaro é um chefe de gabinete competente, repare!

“Um levantamento feito pelo GLOBO identificou que Miracatu foi beneficiada com o empenhado (reservado para gasto) de R$ 35 milhões entre os dias 17 e 30 de dezembro por meio dos ministérios do Desenvolvimento Regional; Agricultura; Cidadania e Turismo. Segundo o Portal da Transparência, do total de recursos, ao menos R$ 10 milhões são provenientes de emendas de relator do chamado orçamento secreto — instrumento pelo qual um parlamentar destina recursos federais a uma determinada localidade sem que seu nome apareça publicamente. Além dos R$ 35 milhões empenhados, no final do ano, a cidade foi agraciada com o efetivo pagamento de emendas parlamentares. Uma delas partiu de Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), deputado federal e sobrinho do chefe de gabinete do prefeito. No dia 23 de dezembro, Renato postou um vídeo celebrando a chegada de uma retroescavadeira comprada por meio da destinação feita pelo sobrinho. — Estamos aqui acabando de receber uma PC, uma máquina zero bala, doada de emenda parlamentar do nosso amigo deputado Eduardo Bolsonaro. (…) Parceirão que deu essa oportunidade a Miracatu —disse ele.”

É que o jeito dele é muto suave, né, todo mundo fica com uma vontade louca de ajudar…

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4. Os Trapalhões

Bolsonaro disse que TODOS os servidores teriam reajuste, aí depois passou para o público de sempre: forças de segurança. Deu uma merda homérica, com ameaça de paralisação em várias áreas, e aí….

“O presidente Jair Bolsonaro afirmou neste sábado que o governo pode não conceder aumento a servidores este ano.” [O Globo]

Incluindo as forças de segurança.

No momento em que parte das categorias se mobiliza por reajustes e que auditores da Receita Federal fazem operação padrão, o presidente disse que apela para a sensibilidade dos profissionais e que não há espaço no Orçamento. — Primeiramente, não está garantido o reajuste para ninguém. Tem uma reserva de R$ 2 bilhões que poderia ser usada para a Polícia Federal e a Polícia Rodoviária Federal, além do pessoal do sistema prisional. Mas outras categorias viram isso e disseram ‘eu também quero’. E veio essa onda toda — afirmou ontem, ao participar de uma festa de aniversário do advogado-geral da União, Bruno Bianco.” 

Entendeu? A culpa é dele, ele foi anunciar aumento só pros policiais e todas as outras categorias chiaram. Esse é um problema criado pelo presidente e sua língua grande.

“Bolsonaro destacou que os servidores estão sem reajustes há três anos e que foram afetados pela Reforma da Previdência: — Eu só apelo para a sensibilidade. (…) Não tem espaço no Orçamento neste momento. Você vê a dificuldade de negociar os precatórios (em referência à PEC dos Precatórios) para poder dar o Auxíio. Agora, estamos prontos para conversar. Pode ser (que não tenha reajuste para nenhum servidor). Tudo é possível.”

Ele sabia disso quando fez as promessas.

“Policiais federais e rodoviários demonstraram preocupação nesta segunda-feira, 10, com um possível recuo do presidente Jair Bolsonaro (PL), que afirmou no fim de semana ser possível que nenhuma categoria tenha reajuste este ano. Membros dos órgãos já falam em “traição” e “golpe” do presidente, caso ele descumpra o compromisso firmado no fim de 2021.” [Estadão]

Bolsonaro aparelhou a PF, derrubou o chefe da PRF pois este ousou homenagear um policial morto por covid – o policial tinha comorbidades, tá ok?! – mas GOLPE e TRAIÇÃO é não aumentar salário enquanto os demais servidores nem sonham com aumento. Malditos fardados armados!

“Com a adesão em massa dos servidores públicos federais ao movimento de operação-padrão e entrega de cargos comissionados no governo, Bolsonaro pediu no fim de semana “sensibilidade” ao funcionalismo e argumentou que não há espaço no Orçamento para dar aumento para todos. Mais cedo, o Estadão mostrou que o ministro da Economia, Paulo Guedes, recomendou que Bolsonaro vete o reajuste aos policiais. O Orçamento tem uma reserva de R$ 1,7 bilhão para atender reajustes em 2022. Para conseguir uma fatia desses recursos para melhores salários, várias categorias aderiram a operações-padrão, o que causou transtornos em portos e na fronteira do Brasil com países vizinhos, como a Venezuela. Policiais federais, policiais rodoviários federais e líderes de associações que representam a categoria afirmaram reservadamente ao Estadão/Broadcast que um possível recuo de Bolsonaro pode fazer milhares de policiais irem às ruas criticar uma “falta de compromisso” do presidente para com o órgão. O presidente da Federação Nacional dos Policiais Rodoviários Federais (FenaPRF) e um dos líderes da União de Policiais do Brasil, Dovercino Neto, afirmou que Bolsonaro “trairá” novamente a categoria caso recue e não conceda reajuste aos policiais. Segundo ele, desde o primeiro ano do governo o presidente fala em reestruturação da Polícia Rodoviária Federal, mas não cumpre as promessas. “As falas do fim de semana são muito preocupantes. Caso o presidente recue, vai ser mais uma traição, um golpe na nossa carreira”, disse ao Estadão/Broadcast. “O futuro da PRF, caso não seja reestruturada, é incerto.” Neste momento, as corporações não falam em uma possível greve, tendo em vista que o Supremo Tribunal Federal (STF) já proibiu paralisação e operação-padrão por parte de servidores envolvidos com segurança pública. Assim, o efeito imediato, caso o recuo de Bolsonaro se confirme, seria mobilizações públicas, críticas ao governo federal e “diminuição no empenho” dos policiais.”

E se professor faz greve é tudo vagabundo, né…

“Nos bastidores, membros dos órgãos ainda tratam com cautela as falas do presidente do fim de semana, e aguardam uma sinalização do Executivo até o dia 21, prazo para a sanção da peça orçamentária. Caso não haja sinalização de reajuste até esta data, as categorias vão começar a pressionar para que Bolsonaro conceda reajuste até o fim de março. “O presidente fez um compromisso com os policiais da esfera federal, que precisa ser honrado”, afirmou a delegada federal Tania Prado, presidente da Federação Nacional dos Delegados de Polícia Federal (Fenadepol) e diretora da Associação Nacional dos Delegados da PF (ADPF), em São Paulo. “Acreditamos que o presidente vai manter o compromisso assumido publicamente de valorizar a PF, seus integrantes e demais polícias ligadas ao Ministério da Justiça. A PF não é custo para o estado, é investimento que beneficia toda a sociedade”, disse Luciano Leiro, presidente da ADPF. No fim de semana, o presidente do Fórum Nacional Permanente de Carreiras Típicas de Estado (Fonacate), Rudinei Marques, avaliou que o Planalto corre o risco de enfrentar o descontentamento também das categorias ligadas à segurança. Para Marques, do Fonacate, o estilo de comunicação do presidente é dúbio e confuso. “Vamos ver como isso vai se resolver. Uma vez que ele já assumiu um compromisso com os policiais, isso seria visto como ‘mais uma’ traição, pois já foram feitos compromissos na tramitação da reforma da Previdência que não foram honrados. Ademais, ele seria o único presidente da República em 20 anos a não conceder reposição geral ao funcionalismo”, disse o sindicalista. Ele lembrou que o Distrito Federal, que concentra a maior parte dos servidores públicos federais, registrou uma votação expressiva em Bolsonaro nas eleições de 2018. De acordo com dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o presidente recebeu 70% dos votos válidos da capital do País no segundo turno. “Não fica claro se ele quer atender somente os policiais, ter pretexto para estender o reajuste a todos, conceder apenas para algumas categorias além dos policiais ou não dar reajuste a ninguém”, completou o presidente do Fonacate no fim de semana. O Fórum aprovou no fim de dezembro um calendário de mobilização de servidores públicos por reajuste salarial, incluindo paralisações em janeiro – a primeira no dia 18 -, e assembleias em fevereiro para deliberar sobre uma greve geral.”

E olha a solução do Guedes:

“Segundo apurou o Estadão, Guedes trabalhava para atrelar a reestruturação salarial das carreiras à aprovação da reforma administrativa (uma reestruturação do RH do Estado), como aconteceu com a dos militares das Forças Armadas na reforma da Previdência em 2019. O realinhamento seria cabível dentro de uma reforma maior que garantisse economia de gastos ao longo dos próximos anos. Mas o próprio governo acabou dinamitando a reforma administrativa, na avaliação de integrantes da equipe econômica, com chance agora praticamente zero de ser aprovada em ano eleitoral.

Sim, aquelas que eles contribuíram commódicos 10 bilhões enquanto os civis tomaram no cu. Os responsáveis pelo maior rombo previdenciário per/capita contribuíram com 10 bilhõezinhos!

E isso foda os planos do ministro da Jstiça, todo candidato m 22.

“O secretário especial de Desburocratização, Gestão e Governo Digital, Caio Paes de Andrade, vinha conversando há alguns meses com o ministro da Justiça, Anderson Torres, que é delegado da PF, sobre essa reestruturação. Paes de Andrade é responsável pela área de pessoal do Ministério da Economia. Mas o próprio governo aconselhou não seguir com a reforma administrativa e o ministro Anderson apresentou a proposta de reajuste das carreiras policiais durante a tramitação final do Orçamento de 2022, o que abriu caminho para deflagrar uma briga política com as outras categorias. “Foi um erro”, disse ao Estadão um integrante da equipe econômica.”

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5. Novelinha verde-oliva

“A recomendação do Comando do Exército para que militares se vacinem para o retorno ao trabalho presencial e a proibição sobre a disseminação de fake news irritaram o presidente Jair Bolsonaro. Diante da reação, o ministro da Defesa, general Walter Braga Netto, em uma reunião na tarde desta sexta-feira com representantes das três Forças expôs a contrariedade com a repercussão da diretriz assinada pelo comandante do Exército, general Paulo Sérgio Nogueira de Oliveira, que se choca com posicionamentos do presidente. Bolsonaro não se vacinou e é contrário à exigência do comprovante de imunização. Na reunião, segundo apurou O GLOBO, foi discutida a divulgação de uma nota do Exército pontuando que a imunização não é uma obrigação nem condição para retornar ao trabalho. A expectativa no governo era que o comunicado fosse publicado ainda na sexta-feira. Uma versão do texto chegou a ser preparada, mas não houve um consenso sobre o teor do comunicado entre Ministério da Defesa e o Exército. Sem um acordo, a divulgação da nota foi suspensa nesta sexta, embora o tema ainda esteja em debate. Militares contrários à divulgação de um esclarecimento argumentam que uma nota poderia aumentar um desgaste e desencadear uma nova crise. Além disso, observam que o comandante do Exército tem autonomia de sua gestão para publicar a diretriz, embora todas as regras sigam orientações do Ministério da Saúde, da Economia e do próprio Ministério da Defesa.” [O Globo]

E Braga Netto tá sempre na cena do crime:

Apesar da irritação do Planalto, a diretriz do Exército segue uma portaria de 29 de novembro do próprio Ministério da Defesa.  Assinada pelo general Braga Netto para entrar em vigor no dia 3 de janeiro,  a portaria, no parágrafo 3, destaca que os servidores e militares da administração central do Ministério da Defesa, com exceção de pessoas com comorbidades e outros casos específicos,  “retornarão às atividades presenciais quinze dias após terem se imunizado contra a COVID-19″. Na Defesa, a avaliação é que o documento assinado pelo general Paulo Sérgio teve uma “má redação” e, por isso, seria necessário um esclarecimento. A pasta, segundo apurou O GLOBO, não teve acesso à diretriz do Exército antes de ser publicada.  “

Sim, o Baga Netto tá dizendo que a portaria foi mal redigida!

“Na verdade, (a recomendação de vacinação) não foi do Exército, foi da Defesa (o ministério). Dava dúvida na questão de exigir ou não a vacina — disse Bolsonaro. — Não há exigência nenhuma. Eu sou democrata. Já tive notícias… Duas estatais que queriam já aplicar sanções em servidores que não fossem vacinados. Aí é simples.” [O Globo]

Bolsonaro também falou:

“Não tem mudança. Pode esclarecer. Hoje tomei café com o comandante do Exército. Se ele quiser esclarecer, tudo bem, se ele não quiser, tá resolvido, não tenho que dar satisfação para ninguém de um ato como isso daí. É uma questão de interpretação.”

História esquisita, né?

“Generais que integram o Alto Comando do Exército rejeitam uma crise da vacina por causa das diretrizes básicas para a pandemia da Covid, tentam blindar o comandante-geral, Paulo Sérgio Nogueira de Oliveira, de desgaste e, com isso, buscam isolar Jair Bolsonaro (PL). Membros da cúpula da Força consideram que o incômodo do presidente com as regras de vacinação na volta ao trabalho presencial não provocou nem mesmo uma minicrise entre os militares e o governo.” [Folha]

Agora ligue os pontos:

“Esses oficiais, ouvidos pela Folha sob a condição de anonimato, afirmam que o documento produzido por Oliveira foi uma peça burocrática, sem motivo para um novo capítulo de estremecimento das relações entre Bolsonaro e o comando da Força. A cúpula do Exército atuou para blindar o comandante no episódio, após o ministro da Defesa, general Walter Braga Netto, entrar no circuito.”

Se não provocou nem uma “minicrise” por que a blindagem?!

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“​O comando da Força cogitou elaborar uma nota pública com esclarecimento sobre o documento elaborado por Oliveira. Ele estabelece diretrizes favoráveis a vacinação, uso de máscaras, distanciamento social e compartilhamento de informações corretas na atual fase da pandemia. Bolsonaro é um negacionista em relação aos quatro itens. Braga Netto foi o interlocutor das insatisfações do presidente, embora pessoas ligadas ao ministro afirmem que não houve exigência para a elaboração de uma nota pública. A ideia acabou sendo abortada, pelo menos até agora, diante da constatação de que um esclarecimento não se fazia necessário. Uma nota alimentaria uma crise que, na visão de generais do Alto Comando, não existia nem deveria existir. Esses militares repisaram ao longo da sexta-feira (7) que as diretrizes do comandante do Exército eram administrativas e seguiam linha já adotada por seu antecessor no cargo, general Edson Leal Pujol, no ano anterior. As orientações são semelhantes no caso de uso de máscaras, distanciamento social sempre que possível e vedação do compartilhamento de fake news sobre a pandemia. A inovação ocorre em relação à vacinação, pela razão óbvia de que a campanha de imunização deslanchou ao longo de 2021. Neste caso, ainda segundo a informação repisada na sexta, o comandante do Exército usou como base uma diretriz do próprio ministro da Defesa. Assim, se Bolsonaro fosse levar adiante a queixa contra o ato do Exército, deveria estendê-la a seu ministro da Defesa, conforme integrantes da Força. Braga Netto foi colocado no cargo para atender aos interesses diretos do presidente.”

Releia a última frase com calma. Nessa hora a blindagem ao Azevedo foi pro caralho, ne?!

“No dia seguinte, o próprio Bolsonaro tornou público um encontro dele com o comandante do Exército. E disse não ter existido qualquer exigência de retificação ou explicação. “Não, exigência nenhuma. Não tem mudança. Pode esclarecer. Hoje [sábado, 8] tomei café com o comandante do Exército. Se ele quiser esclarecer, tudo bem, se ele não quiser, tá resolvido, não tenho que dar satisfação para ninguém de um ato como isso daí. É uma questão de interpretação”, afirmou o presidente, em entrevista a jornalistas. No exercício do cargo de comandante do Exército, Oliveira já atendeu a um interesse direto de Bolsonaro e Braga Netto. Ele aceitou a pressão dos dois e arquivou processo disciplinar aberto para apurar a manifestação política por parte do general da ativa Eduardo Pazuello, ex-ministro da Saúde.”

Alguém lembra de alguma blindagem?!

“Entre militares, há uma percepção de que o episódio relacionado às diretrizes para a pandemia indica uma tentativa de distanciamento do bolsonarismo, em um momento de enfraquecimento político do presidente.”

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Nem fodendo!

“Oliveira chegou ao cargo de comandante após a maior crise militar desde a década de 1970. Para ampliar a ingerência e a influência nas Forças Armadas, Bolsonaro demitiu, em março de 2021, o ministro da Defesa, general Fernando Azevedo e Silva, e os três comandantes das Forças. Para o cargo de ministro, o presidente escolheu Braga Netto, um general da reserva alinhado ao bolsonarismo e que vem colocando em prática o plano de Bolsonaro de buscar ter mais ingerência nas Forças. Os comandantes da Aeronáutica, brigadeiro Carlos Baptista Junior, e da Marinha, almirante Almir Garnier, já deram demonstrações públicas de alinhamento ao bolsonarismo. Nem a Aeronáutica nem a Marinha responderam à Folha se os respectivos comandantes editaram diretrizes semelhantes às do Exército para a atual fase da pandemia.”

Sim, os bolsonaristas tão caladinhos… Sempre lembrando que dos comandantes das forças o mais bolsonarista é da Aero9náutica.

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6. 2022

A novela do vice:

“Eu, pra conseguir disputar a eleição, tenho que ter um partido. É a mesma coisa do cara falar: “Ah, o Centrão”. Poxa, vocês votaram num cara que foi do Centrão. Eu fui do PP por muito tempo. Fui do PTB, fui do então PFL. Agora, não quer dizer que todo mundo que está lá sejam pessoas que merecem sere rejeitadas pela sociedade. Tira o pessoal do centro, porque centrão é um nome pejoriativo, e procura o outro lado, é o quê? O PSOL? O PCdoB? O PT? A Rede? [O Globo]

Pejorativo… o filho dele questionava quem ficaria do lado do centrão ou do bolsoanro na hora que o bicho pegasse e agora ele mete essa…

“Durante o período de festas de fim de ano, o presidente abordou mais de uma vez o processo de escolha do vice, e, no dia 6, deu sinais de que as articulações devem ser aceleradas para o anúncio de sua candidatura. Mas foi cauteloso: “Se você anuncia um vice muito cedo, de tal partido, os outros ficam chateados contigo”. O mais provável é que Bolsonaro sugira a uma das siglas do Centrão a filiação de alguém de sua confiança, segundo um líder do governo. Seria um nome novo no partido, em vez de pinçar um dos quadros já filiados à legenda. A aliança já está esboçada, com PL, PP, Republicanos e PTB. A aposta de integrantes do governo é que o PP, o maior dos quatro, fique com a posição de vice, pelo peso do partido em termos de estrutura nacional, tempo de exposição em rádio e TV e verbas dos fundos eleitoral e partidário. “Ninguém sabe (quem será), a não ser o próprio presidente, pois será uma escolha dele”, diz o pastor Marco Feliciano (PL-SP), um dos deputados mais próximos de Bolsonaro. O Republicanos “corre por fora”, segundo um senador governista com acesso às negociações. Em público, a direção do partido, no entanto, procura se desvencilhar do interesse pela vaga, mas nomes de peso já reconheceram que há queixas pelo espaço menor dado até agora à sigla, ligada à Igreja Universal do Reino de Deus. Para dar certo, esse plano deve estar amarrado até o início de abril, a tempo de o escolhido (ou de a escolhida) se filiar com a antecedência exigida pela legislação – seis meses antes do primeiro turno. Se optar por um ministro, ele deverá deixar o cargo no mesmo prazo. Há pelo menos quatro da cozinha de Bolsonaro cotados. Os ministros da Defesa, Walter Braga Netto; das Comunicações, Fabio Faria; da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, Damares Alves; e o presidente da Caixa, Pedro Guimarães. Só Faria tem mandato de deputado federal e escolheu se filiar ao PP. A tarefa política é considerada por assessores do clã Bolsonaro tão delicada quanto a escolha do partido, marcada por idas e vindas. No mês passado, Bolsonaro falou em ter um vice capaz de agregar votos e disse que o ideal seria “um nordestino ou mineiro”. Também afirmou que estava conversando com possíveis nomes, reservadamente, e trabalhando a opção de “um general de quatro estrelas”. Bolsonaro também emitiu sinais trocados a respeito do atual vice, Hamilton Mourão (PRTB), antes dado como peça descartada. Mourão já se organizava para disputar o Senado, mas o presidente diz agora que ele pode ser o vice novamente. Questionado, Mourão disse que vai aguardar a escolha final do presidente. “Aguardo a decisão dele”, afirmou. Integrantes do núcleo político bolsonarista avaliam que ele deveria optar por alguém que amplie seu espectro de inserção social. Em vez de um militar, um nome vindo de outro segmento da sociedade. O lugar comum é escolher uma mulher, evangélica e nordestina. De fato, ter um general não foi a primeira opção nem em 2018. Bolsonaro chegou a convidar na ocasião o ex-senador e cantor gospel Magno Malta (PL-ES), mas ele declinou. O nome mais especulado nos bastidores da caserna hoje é o ministro Braga Netto, interventor de Bolsonaro, que transmite vontades do presidente à cúpula das Forças Armadas e pressões a outros Poderes, como na ocasião em que ameaçou a realização das eleições, revelado pelo Estadão. O ministro não tem traquejo político, neam boa recepção entre dirigentes partidários. Seria, na visão de militares, alguém leal ao presidente e que poderia blindar um impeachment. Mesmo entre os fardados, Braga Netto não é citado como a primeira opção, seja no oficialato da ativa ou no generalato da reserva. A tese é a de que ele não agrega votos fora da caserna.” [Estadão]

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7. Anvisa

Entrou no podcast de segunda mas não entrou no blog, vai só pra constar e sem muita edição:

“Em relação ao recente questionamento do Presidente da República, Jair Messias Bolsonaro, quanto à vacinação de crianças de 05 a 11 anos, no qual pergunta “Qual o interesse da Anvisa por trás disso aí?”, o Diretor Presidente da Anvisa, Antonio Barra Torres, responde: Senhor Presidente, como Oficial General da Marinha do Brasil, servi ao meu país por 32 anos. Pautei minha vida pessoal em austeridade e honra. Honra à minha família que, com dificuldades de todo o tipo, permitiram que eu tivesse acesso à melhor educação possível, para o único filho de uma auxiliar de enfermagem e um ferroviário. Como médico, Senhor Presidente, procurei manter a razão à frente do sentimento. Mas sofri a cada perda, lamentei cada fracasso, e fiz questão de ser eu mesmo, o portador das piores notícias, quando a morte tomou de mim um paciente. Como cristão, Senhor Presidente, busquei cumprir os mandamentos, mesmo tendo eu abraçado a carreira das armas. Nunca levantei falso testemunho. Vou morrer sem conhecer riqueza Senhor Presidente. Mas vou morrer digno. Nunca me apropriei do que não fosse meu e nem pretendo fazer isso, à frente da Anvisa. Prezo muito os valores morais que meus pais praticaram e que pelo exemplo deles eu pude somar ao meu caráter. Se o senhor dispõe de informações que levantem o menor indício de corrupção sobre este brasileiro, não perca tempo nem prevarique, Senhor Presidente. Determine imediata investigação policial sobre a minha pessoa aliás, sobre qualquer um que trabalhe hoje na Anvisa, que com orgulho eu tenho o privilégio de integrar. Agora, se o Senhor não possui tais informações ou indícios, exerça a grandeza que o seu cargo demanda e, pelo Deus que o senhor tanto cita, se retrate. Estamos combatendo o mesmo inimigo e ainda há muita guerra pela frente. Rever uma fala ou um ato errado não diminuirá o senhor em nada. Muito pelo contrário.

Antonio Barra Torres Diretor Presidente – Anvisa
Contra-Almirante RM1 Médico
Marinha do Brasil” [G1]

A opinião sobre a carta tá lá no podcast, é o primeiro episódio de 2022. E Bolsonaro se impressionou com a agressividade alheia.

“Eu me surpreendi com a carta dele. Carta agressiva, não tinha motivo pra aquilo. Eu falei: ‘o que está por trás do que a Anvisa vem fazendo?’. Ninguém acusou ninguém de corrupto, tá? E, por enquanto, eu não tenho o que fazer pra tocante a isso aí .” [Extra]

Colocou o rabinho entre as pernas!

“A Anvisa, ninguém sofre interferência, é um órgão independente, mas acredito que o trabalho poderia ser diferente, né? Agora ele (Barra Torres) pode rebater agora em cima dessa crítica. Quem decide é ele, eu sei que é ele que decide. Eu nomeei pra lá e depois da nomeação ele ganhou aí luz própria, né?… Não tinha conhecimento da vida pregressa do Barra Torres a não ser como militar e nada pesava contra ele. Não tinha convivência com ele. Se tivesse tido convivência, talvez não o indicasse. Não quero dizer com isso nenhuma crítica desabonadora em relação ao Barra Torres, muito pelo contrárioEu não acusei a Annvisa de corrupção, eu perguntei o que está por trás dessa gana, dessa sanha vacinatória. Até porque eu e o governo federal compramos até o momento em torno de quatrocentos milhões de doses de vacina. Mesmo proporcionalmente é um dos países que mais vacinou no mundo, tudo trabalho do governo federal. E eu sempre lutei pela liberdade da pessoa, quem quiser vacina toma, quem não quiser não toma”

E olha que delícia…

“A postura de Antônio Barra Torres em relação a Jair Bolsonaro levou o entorno do presidente a buscar a paternidade da indicação do contra-almirante para a presidência da Anvisa. O caça às bruxas chegou ao chefe de gabinete de Bolsonaro, Célio Faria Júnior, apontado por seus próprios colegas como responsável por estreitar a relação entre o presidente e o contra-almirante.” [O Globo]

Bolsonaro não pode demitir mas…

“Um contra-almirante o chamou para a briga, o desafiou a comprovar o que ele insinua. E Bolsonaro, sempre disposto a uma briga, se escondeu no silêncio. Barra Torres é indemissível. Seu mandato na Anvisa vai até 31 de dezembro de 2024 — dois anos a mais, portanto, que o de Bolsonaro. Bolsonaro pode, no entanto, atrapalhar a vida de Barra Torres se quiser. Pode, por exemplo, contingenciar verbas do orçamento da agência. E, assim, estrangular, o bom funcionamento da Anvisa.” [O Globo]

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8. O fantástico mundo de Moro

Moro escreveu um artigo intitulado SÃO AS INSTITUIÇÕES, ESTÚPIDOS. A caixa alta e o espanto são meus, ele realmente meteu essa, e é fascinante como alguém acha que a solução do Brasil é simples.

“Desde que voltei em definitivo ao Brasil, em novembro de 2021, iniciei uma jornada para elaborar um projeto para o país. Para tanto, convidei especialistas para a construção de um programa. O grupo está sendo coordenado pelo economista Affonso Celso Pastore. Semanalmente, temos nos reunido e conversado sobre diversos temas que passam pela macroeconomia, mas vão muito além.” [Link]

Pelas entrevistas do Moro as conversas são miseráveis, ele é incapaz de esbaçar uma proposta!

Combate à pobreza, educação na primeira infância, políticas de emprego, reforma tributária, saúde na era pós-pandemia, infraestrutura, desenvolvimento sustentável, entre outros. Nessas ocasiões, o grupo recebe convidados ilustres para expor sua visão sobre esses temas, garantindo profundidade e pluralidade.”

Aguarde que vem aí um show de PROFUNDIDADE…

Pastore conhece todo mundo, o que facilita. Claro que um programa de governo não pode ser construído com base apenas na opinião de especialistas. O programa será divulgado ao público e submetido à crítica de todos. É preciso ouvir todas as pessoas para aprimorá-lo. Ninguém melhor do que um trabalhador desempregado para falar sobre o que precisa ser alterado nos programas de reinserção profissional. Ninguém melhor do que um chefe de família para falar sobre a qualidade da educação pública disponibilizada aos seus filhos. Um ponto é pacífico na discussão do programa: ele precisa comprometer-se com a retomada do crescimento econômico. Sem esse compromisso, não há futuro.”

E como virá o crescimento?! Com recessão, claro, o Campos Netto, presidente, do BC, meteu essa no final do ano passado, eu juro!

Sem ele, não há a volta do emprego nem condições de diminuir as desigualdades. A volta do crescimento econômico não pode ser efêmera. Precisa ser duradoura e sustentável. Nada mais negativo do que a alternância de curtos períodos de prosperidade com outros longos de recessão ou de estagnação e que têm sido a tônica do Brasil há muito tempo.”

O que vem MUITO antes do PT, né, Moro?!

Precisamos de um período longo de crescimento contínuo, o que demandará estimular os investimentos e elevar a produtividade, com responsabilidade fiscal e social. Convenço-me, a cada dia mais, da correlação ótima entre o nível de desenvolvimento e a qualidade das instituições. Sem um quadro institucional robusto, o crescimento econômico não ocorrerá ou, quando muito, será esporádico. Para garantir prosperidade, são imprescindíveis a estabilidade e a previsibilidade próprias de países com instituições sólidas.”

Tá preparado para o SHOW DE PROFUNDIDADE?! É pesado…

A diferença entre o Reino Unido e a Somália não reside no tamanho do produto interno bruto ou nas decisões pontuais, certas ou equivocadas, dos seus governantes de momento, mas, sim, na qualidade das instituições de um e outro país.” 

Sim, ele comparou o Reino Unido com a Somália. E o que diferencia um do outro são… as instituições. A história de cada país é irrelevante, e daí que um era colônia e outro um grande colonizador, sugando riquezas de suas colônias, o que permitiu o surgimento de suas instituições?! Isso é detalhe, nota de rodapé…

“Seguindo nossa tradição política ocidental, precisamos fortalecer as instituições próprias das democracias liberais.”

Disse o ex-ministro da justiça do governo Bolsonaro!

Governo de leis, separação de poderes, distinção entre o que é próprio da esfera pública e o que é privado, democracia representativa, combate aos privilégios, incluindo ao patrimonialismo e à corrupção, adoção de políticas inclusivas e de erradicação da pobreza, proteção do livre mercado e incentivo à competição, entre outras.

Na entrevista com o Waack – que infelizmente virou episódio por aqui, é o episódio “dias 1.066 e 1.067 – Moro foi perguntado se esse fim dos privilégios valeria também para os privilégios do ex-judiciário e ao Moro restou dar uma de Rolando Lero, fugindo da pergunta como o diabo da cruz.

A falta de enfoque no fortalecimento das instituições tem sido o principal erro do Brasil nas últimas décadas.”

Sim, “falta de enfoque”, disse o míope.

Sim, decisões econômicas equivocadas comprometeram o crescimento do Brasil, como as que geraram a grande recessão de 2014-2016 ou a estagnação econômica atual. Mas a principal causa do fracasso econômico brasileiro – e esta é mais antiga – consiste na fragilidade de nossas instituições e na sua subordinação ao arbítrio. Esse é um dos motivos pelos quais é certo que um novo e eventual governo Bolsonaro ou um novo e eventual governo Lula estariam fadados ao fracasso na gestão da economia.”

Sim, o problema é a economia!

Ambos estão irremediavelmente comprometidos com o enfraquecimento das instituições, por uma mistura de irracionalismo, patrimonialismo e corrupção, em níveis variados em um e outro caso. Nenhum deles pode oferecer o que o Brasil realmente precisa, a melhoria da qualidade das nossas instituições.”

E quem fará isso é o ex-juiz que teve suas condenações anuladas porque ele DIRIGIU E ORIENTOU A ACUSAÇÃO! E é bom lembrar que Moro, Deltan e cia. só se foderam pra valer por causa da Vaza-jato, não fosse isso boa parte das loucuras ainda estaria de pé.

A economia não depende apenas da infraestrutura física, mas também da infraestrutura intangível, como o compromisso com o império da lei. Sem reformarmos e fortalecermos nossas instituições, seguiremos sem crescimento duradouro ou sustentável. Parafraseando um conhecido slogan eleitoral, eu poderia dizer “são as instituições, estúpido”: nenhuma proposta de governo que ignore essa verdade pode oferecer algo real à população brasileira.”

Reparou que ele escreveu, escreveu e não propôs NADA?!

E ele falando sobre o STF é sempre engraçado:

“​”Infelizmente, alguns tribunais, inclusive o STF, parte dele, têm anulado condenações, não dizendo, porque eles não conseguem, que as pessoas são inocentes, mas dizendo que não podiam ter sido julgados em Curitiba e que o juiz tinha animosidade em relação ao acusado. Fiz meu trabalho aplicando a lei. A anulação da condenação do ex-presidente Lula foi um baita erro Judiciário” [Folha]

Uai, cê não respeita as instituições?!

“Apesar das críticas às decisões, Moro disse que respeita o STF como instituição e teceu elogios ao presidente da corte, ministro Luiz Fux, de quem é próximo. “Tenho grande respeito pelo STF como instituição. O presidente do Supremo é uma grande personalidade e tem um sério compromisso no combate à corrupção.”

O que só corrobora as mensagens da Vaza-Jato e o famoso “in Fux we Trust”

E Moro precisa se descolar do Boslonaro, algo impossível, e aí a gente testemunha pérolas como essa:

“Na quinta, em reunião com empresários, Sergio Moro disse que foi traído por Bolsonaro. A fala se deu durante um encontro em Campina Grande, segunda maior cidade paraibana. “Ele traiu a promessa que ele faz para mim. Ele disse que ninguém iria ser protegido se eu entrasse no governo. Se ele tivesse me falado em 2018 que todo mundo poderia ser investigado menos ele a família dele, eu não teria entrado.”

Moro realmente achou que Bolsonaro diria isso, é duma ingenuidade brutal!

Eu não sou pessoa de vender meus princípios e valores por cargo. Saí desse governo e tenho muito orgulho disso”

Imagine, o sujeito fica mais de um ano num governo com retórica marcadamente fascista e diz que saiu todo orgulhoso e pimpão!

Tenho orgulho de ter aceito o convite para compor o governo porque fui para um projeto. Entendi que meu ciclo como juiz da Lava Jato tinha se encerrado e que eu poderia contribuir muito indo para Brasília. Não só para avançar no combate à corrupção como à criminalidade em outras áreas”, afirmou. “E tenho muito orgulho de ter deixado o governo porque chegou o momento em que me foi colocado que ou eu ficava no governo como ministro e seria cúmplice de coisa errada ou sairia de cabeça erguida. Não entrei no governo pelo cargo, entrei pelo projeto.””

E olha quem coordena sua campanha no Nordeste…

“Na Paraíba, o principal articulador de Sergio Moro é o deputado federal Julian Lemos (PSL), ex-apoiador do presidente Jair Bolsonaro.”

Esse Julian teve três casos de agressões contra 3 mulheres diferentes arquivadas da mesma maneira, deve ser uma terrível coincidência, né, Moro?!

E Moro meteu essa aqui ó:

“Eu entrei no governo até para evitar essas maluquices. Quando entrei, ouvi pessoas dizendo: ‘quem bom que você entrou, vai dar equilíbrio’. Não entrei no governo pelo poder. Se tivesse entrado pelo poder, estaria lá até hoje. Fui por um projeto de combate à corrupção. E isso Bolsonaro não seguiu.”

INACREDITÁVEL! Aqui vou falar pouco mas no podcast de hoje esse tópico tá lá, mais desenvolvido.

“Não existe ninguém acima da lei. Se a gente não der um passo civilizatório, a gente não anda como país. Por que o Brasil não se desenvolve? Por que tem essa percepção de que tem gente acima da lei? Esse desmonte progressivo da Lava Jato é um retrocesso. Como é difícil que pessoas poderosas respondam por seus crimes! Pessoas que foram presidentes. Deputados ricos ou donos de empreiteira. E esse desmonte da Lava Jato é isso. Isso é frustrante para a população brasileira, que é honesta.”

Ora, Lula foi preso, uma série de políticos foram condenados e presos, o problema é que o juiz jogava do lado da acusação, e numa DEMOCRACIA LIBERAL isso é um absurdo!

E o Pastore também não fala nada com nada, escreveu um artigo com dezenas de linhas e um grande NADA!

“O objetivo do programa de governo é a retomada do crescimento econômico.” [Folha]

Bela compreensão do que é um programa de governo…

Pastore também vem com o mesmo papinho de instituições:

“Esse também foi um dos erros do governo do PT. A aposta no capitalismo de compadrio e em um modelo de cooptação de apoio político jamais levaria a um crescimento econômico sustentável. Escolhas políticas erradas aliadas à nova matriz econômica levaram à recessão de 2014 a 2016, da qual ainda não nos recuperamos. É preciso fortalecer as instituições democráticas, que terão que ser respeitadas e aprimoradas, como o fim da reeleição para cargos executivos, eliminação de privilégios e a reforma do Judiciário.”

O PT que respeitou as listas tríplices?! Que chegou a ser elogiado por figuras insuspeitas como Moro, Deltan e Carlos Fernando por possibilitar a independência dos órgão de controle e possibilitar o surgimento da LJ?! Ora, se os poderosos foram condenados foi porque o governo do PT deu autonomia aos órgãos de controle, as instituições puderam funcionar livremente!

Olha ele em 28 de dezembro do ano passado:

“Como é que a gente pode defender um governo desse? Com pessoas [com fome] da fila de ossos, um governo que foi negligente com as vacinas, um governo que ofende as pessoas, um governo que desmantelou o combate a corrupção. Tudo isso por medo do quê? Do PT? Não. Tem gente que combateu o PT na história de uma maneira muito mais efetiva, muito mais eficaz. A Lava Jato”[Folha]

E como os procuradores conseguiram punir os poderosos?! Mais Moro, dessa vez em abril de 2020:

“É certo que o governo na época tinha inúmeros defeitos, aqueles crimes gigantescos de corrupção que aconteceram naquela época, mas foi fundamental a manutenção da Polícia Federal para que fosse feito o bom trabalho, seja de bom grado ou por pressão da sociedade, mas isso (a autonomia) foi mantido” [Correio Braziliense]

Ora, se a solução é fortalecer as instituições quem fez isso na história recente foi o PT, ao respeitar listas tríplices e dar liberdade aos órgãos de controle!

Mas voltemos ao Pastore, que reseevou cinco linhas pra falar de infra-estrutura!

“Outro exemplo está no campo da infraestrutura, que é complexo e requer uma análise isolada e profunda, mas que deverá ser realizado em grande parte pelo setor privado, na forma de concessões. Aqui serão fundamentais aperfeiçoamentos regulatórios, objetivando elevar a segurança jurídica e incrementar a competição.”

Um grande NADA!

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9. Olha o editorialista do Estadão de novo…

O título do editorial é: “O PT não sabe o que é cidadania”. Curioso fui ler o sub-título pra entender a parte da cidadania e me deparei com “Sem propor caminhos para o desenvolvimento econômico e social, partido ataca um dos principais avanços obtidos nos últimos anos: a reforma trabalhista aprovada em 2017”. Sim, eles relacionaram CIDADANIA à reforma trabalhista: Essa reforma aqui o:

“O ex-presidente Michel Temer afirmou que ministros do seu governo superestimaram os números de geração de emprego na propaganda que embasou a reforma trabalhista, aprovada no governo dele, em 2017. A fala se deu em uma live promovida pelo programa Violações e Retrocessos, coordenado pelos acadêmicos de direito da Universidade Federal do Paraná (UFPR), nesta segunda-feira (13) – dia em que a sanção do projeto completou três anos. Um dos entrevistadores, o advogado Ramon Bentivenha, questionou Temer sobre o tema. Ele lembrou que o então ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, havia estimado a geração de 6 milhões de empregos a partir da aprovação da reforma. Já Ronaldo Nogueira, que ocupava o Ministério do Trabalho, citou que ao menos 2 milhões de vagas seriam criadas em dois anos. “Quero concordar com a sua afirmação […] de que o nosso ministro Meirelles e Ronaldo Nogueira exageraram nas suas previsões. Eles estavam pautados pela ideia, que na verdade é muito comum aqui no Brasil, que é o seguinte: quando você produz uma lei no Brasil, no dia seguinte, o céu é azul, você não tem desemprego, você não tem insegurança”, disse Temer. O ex-presidente afirmou também que a reforma não tirou direitos dos trabalhadores, apenas “modernizou” as relações com empregadores. Destacou ainda que houve uma “paralisação” no desemprego com a aprovação das mudanças e crescimento do trabalho informal. “Não havia como não modernizar as relações trabalhistas. O que fizemos foi flexibilizar o contrato de trabalho, porque na minha cabeça estava o seguinte: é melhor você arrumar trabalho flexível do que não ter o emprego. […] Se você me perguntar, você faria o mesmo? Eu faria o mesmo”, afirmou Temer. O ex-presidente ainda acrescentou que possui convicção de que seu governo fez o melhor para o momento. “Muitas vezes você pode ter equívocos, o próprio projeto de lei, a lei editada, tem um ou outro equívoco, que você vai melhorando ao longo do tempo, isso tem que ser feito. […] O que era preciso, sim, uma certa coragem, para reforma o país”, concluiu.” [Folha]

]Sim, até o Temer fala em PROPAGANDA ENGANOSA e o editorialista do Estadão vem dizer que a reforma que vendeu terreno na lua é a prpria CIDADANIA em pessoa?! Mas calma, continuemos no mea culpa do Temer, que não agradou o Meirelles:

“Procurado, o atual secretário da Fazenda de São Paulo, Henrique Meirelles, afirmou em nota à Folha que qualquer conclusão agora é “precipitada e prematura”, já que as estimativas de aumento de emprego foram baseadas na experiência internacional de países que fizeram a reforma “em uma economia crescendo no seu potencial – o que não é o caso hoje”. Meirelles destacou que uma reforma apenas não seria capaz de solucionar todos os problemas do país, mas reafirmou que, em condições normais, as mudanças podem produzir bons efeitos. “As condições macroeconômicas vigentes desde a aprovação da reforma não permitiram ainda que o Brasil obtenha os ganhos que a nova legislação trabalhista é capaz de produzir”, disse.”

Agora sim voltemos ao editorial:

“O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem mostrado que o PT não deseja lidar com seu passado. Não aprendeu com os escândalos de corrupção dos governos petistas – o mensalão e o petrolão seriam mera invenção da oposição –, tampouco com os erros da política econômica lulopetista. Nesse diapasão, a gestão de Dilma Rousseff é ignorada pelo discurso do partido. É como se não tivesse existido, tal como não teriam existido o mensalão e o petrolão. Tudo seria intriga da oposição. Mas a tática do PT não se resume a tentar esquecer o passado, como se agora as propostas para o futuro fossem diferentes. Lula tem deixado claro que segue com as mesmas ideias equivocadas para o País. Sem nenhum rubor, explicita que parou no tempo, incapaz de reconhecer não apenas os erros lulopetistas, mas a própria realidade.” [Estadão]

O editorialista votou no sujeito que louva torturadr e vem dizer que os outros pararam no tempo!

“Recentemente, Lula e a presidente do PT, Gleisi Hoffmann, defenderam a revisão da reforma trabalhista aprovada pelo Congresso durante o governo de Michel Temer. A atitude lulopetista chega a ser perversa com a população.”

Sim, PERVERSA!

” Além de não propor caminhos para o desenvolvimento econômico e social do País, o PT ataca um dos principais avanços obtidos nos últimos anos. Trata-se de explícita defesa do retrocesso.”

RETROCESSO

“A reforma trabalhista do governo de Michel Temer é um marco jurídico sofisticado, de raro equilíbrio social e econômico.”

boulos

E aqui passo ao Boulos:

“Os números, meus caros, não costumam mentir. A promessa de gerar 2 milhões de empregos até 2019 virou pó. O discurso de redução da informalidade foi desmentido de forma dramática: de 37,3 milhões de trabalhadores em 2017 para 39,3 em 2019. A falsa oposição entre empregos e direitos, vendida a pessoas em desespero, levou a mais desemprego e menos direitos. Se isso é a “modernização”, chegou a hora de repensar os rumos que estamos seguindo.” [Folha]

Voltemos ao miserável editorial:

“Regular acertadamente as relações de trabalho é um dos grandes desafios do mundo contemporâneo, tanto pelas inovações tecnológicas que transformam continuamente o mercado de trabalho como pelas mudanças da própria população, com o aumento da expectativa de vida, o novo enquadramento das funções sociais do homem e da mulher na família e no ambiente de trabalho, etc. Além disso, o tema trabalhista tinha no País contornos especialmente dramáticos, por força de um desequilíbrio interpretativo que se foi instaurando na aplicação da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). Pois bem, a Lei 13.467/2017 foi capaz de atualizar a legislação trabalhista, desfazendo rigidezes e promovendo novos equilíbrios, sem eliminar direitos dos trabalhadores. A reforma trabalhista aprovada pelo Congresso em 2017 não guarda nenhuma simetria com as ideias simplistas (e equivocadas) do governo Bolsonaro, que vê nos direitos trabalhistas apenas entraves a serem removidos o mais depressa possível. Capitaneada por Paulo Guedes, a proposta do governo federal revela uma brutalidade darwinista e uma profunda limitação de visão, com um diagnóstico binário sobre as relações de trabalho. Fruto de longo trabalho de estudo e negociação no Congresso, a Lei 13.467/2017 tem outra sistemática e outra proposta. Sem extinguir direitos, proporcionou mais liberdade e flexibilidade nas relações de trabalho, além de ter removido algumas excrescências do sistema jurídico nacional, como era o caso da contribuição sindical obrigatória.”

Sim, EXCREÇÃO. E olha esse raciocínio aqui:

“A resistência de Lula à reforma trabalhista de 2017 não é, portanto, um aspecto acidental, uma incompreensão pontual, por assim dizer. Ela expõe, uma vez mais, a grande fissura que sempre existiu entre o discurso do PT em defesa dos direitos dos trabalhadores e a realidade da legenda, que desde suas origens priorizou os interesses dos sindicatos e das lideranças sindicais. Não há como tapar o sol com a peneira. Quem está verdadeiramente do lado dos trabalhadores não pode ser contrário ao fim da obrigatoriedade da contribuição sindical. Assim como todo o Direito, a legislação trabalhista deve proporcionar, por meio de uma regulação adequada das relações sociais, autonomia e liberdade. Não é barbárie ou anarquia, como também não é cabresto ou sujeição. Essa dimensão de cidadania não faz parte da história do PT e, pelo visto, nem do seu futuro. Lula continua o mesmo de sempre.”

Vamos à fala do petista

A indicação do PT de que pode imitar a Espanha e desfazer a reforma trabalhista no Brasil não é a única revisão de medida econômica que o partido discute adotar caso volte ao poder. O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e importantes integrantes da legenda também avaliam atuar para reverter outras propostas aprovadas nos governos de Michel Temer e Jair Bolsonaro, como o programa de privatizações de estatais – que pouco avançou – e o teto de gastos, principal âncora fiscal da economia..” [Estadão]

E tão errados?! Não tão!

“Uma ala do partido defende incluir na lista do “revogaço petista” a autonomia do Banco Central, aprovado no ano passado pelo Congresso, mas essa discussão ainda está num estágio menos amadurecido.”

Quando Bolsonaro fazia revogaço o pessoal adorava, eu lembro…

“Líder nas pesquisas de intenção de votos, Lula já tem dado sinais claros de que pretende mudar a orientação liberal que foi dada pelos governos Temer e Bolsonaro. O primeiro movimento claro foi feito em relação a uma revisão da reforma trabalhista, aproveitando o que vem sendo feito nesse sentido pelo governo da Espanha. “É importante que os brasileiros acompanhem de perto o que está acontecendo na reforma trabalhista da Espanha, onde o presidente Pedro Sanchez está trabalhando para recuperar direitos dos trabalhadores”, escreveu Lula nas suas redes sociais, colocando na rua o debate em torno da revisão de medidas liberais. O presidente da Espanha, Pedro Sánchez, agradeceu Lula pela sua postagem nesta quinta-feira, 6. “Obrigado, Lula, por reconhecer este novo modelo de legislação trabalhista que vai garantir os direitos de todos”, declarou Sánchez no Twitter.”

Esse é o retrocesso, editorialista do Estadão?! O Mathias Alencastro escreveu sobre a reforma espanhola:

As declarações de Lula exaltando a nova reforma trabalhista da Espanha pautaram o debate político na semana passada. Pouco ou nada foi feito, no entanto, para entender a experiência histórica a que ele está se referindo. O modelo de governança da Espanha democrática, baseado na competição entre as regiões, com forte autonomia financeira, e o Estado central, que administra os fundos europeus destinados ao país, desmoronou depois do colapso financeiro de 2008. Eleito em 2011, no auge da crise da dívida na Europa, o governo conservador de Mariano Rajoy usou os números dramáticos do desemprego entre os jovens, que chegou a 46% naquele ano, para justificar uma das reformas trabalhistas mais rigorosas do continente. Foram os assalariados transformados em precários na era Rajoy que ajudaram a fortalecer o esquerdista Podemos a partir de 2014. Depois de várias tentativas frustradas de chegar ao poder sozinho, o Podemos aceitou, em 2019, formar uma coalizão com os socialistas. Dos cinco ministros que o partido indicou para o governo de Pedro Sánchez, a que mais se destacou foi a ministra do Trabalho Yolanda Díaz. Filha de militantes antifranquistas, a advogada trabalhista se transformou numa decidida organizadora de reformas. Ganhou protagonismo nacional a partir de 2020, quando se tornou responsável pelos mecanismos de proteção das empresas e dos trabalhadores durante a crise sanitária. Entre outros sucessos, negociou, no começo do ano passado, a lei Rider, que aboliu a servidão digital ao estabelecer o vínculo empregatício entre trabalhadores e aplicativos de entrega. A nova lei trabalhista, que tem como ponto forte a redução de empregos temporários, será um marco em sua carreira.” [Folha]

Se alguém aha que entregador de iffood não deve ter direito algum eu não sei é mais de nada…

“Díaz mostrou que a diferença entre revogar, rever e contrarreformar não é apenas semântica. Ela insistiu na necessidade de criar uma lei a partir do zero para enfrentar os desafios do mercado de trabalho pós-pandemia. Seu estilo ambicioso incomodou os correligionários do Podemos, do qual ela se desfiliou, e dos socialistas, mais interessados em se acomodarem com uma simples revisão da lei existente. Hoje, empresários e sindicatos na Europa reconhecem que o método Díaz é muito mais efetivo do que o de Emmanuel Macron, que desencadeou os coletes amarelos, a maior revolta popular da França desde 1968, na sua primeira tentativa de reformar o país. Política mais popular da Espanha desde 2020, Díaz está articulando uma nova coalizão da esquerda e é vista como sucessora de Sánchez no governo. Não faltam paralelos entre a experiência brasileira e espanhola. Ambas as reformas trabalhistas foram realizadas em períodos de baixa intensidade democrática, sob a tutela do FMI na Espanha e, no caso brasileiro, por iniciativa de um governo nascido de um impeachment escabroso. A situação dramática dos milhões de trabalhadores por aplicativo, explorados por algoritmos e abandonados pelo Estado, obriga os governos progressistas a repensarem o mercado de trabalho. Mas mais do que o resultado final da obra de Díaz, é o método posto em prática por ela que deve servir de inspiração. Sua trajetória mostra que a esquerda moderna e unida domina como nenhum outro campo ideológico a arte da reforma econômica.”

Voltemos à matéria:

“A discussão é polêmica e provocou reações contrárias. O deputado licenciado Rodrigo Maia (sem partido-RJ), que presidiu a Câmara durante a votação da reforma trabalhista, avaliou que o ponto que gera esse interesse de rever a medida está na discussão sobre a volta de financiamento dos sindicatos, que historicamente formam a base de apoio do PT. “Ao mesmo tempo que defendem revogar a reforma trabalhista daqui, defendem o modelo econômico da China, que não dá direito nenhum aos trabalhadores”, afirmou Maia.”

Caralho, quem defende o modelo econômico chinês?! Quem propõe o fim dos direitos é a direita, porra!

“Na discussão sobre a autonomia do Banco Central, a bancada do PT na Câmara defende a revisão da medida. Mas setores importantes do partido avaliam que a discussão pode ser sensível demais. Para o deputado Carlos Zarattini (SP), a aprovação da autonomia do BC foi um erro porque pode deixar o presidente “de mãos amarradas”. “Sou a favor da revisão. A gente não pode ter o presidente da República de mãos atadas. O Lula nunca interferiu na política do Banco Central nos oito anos que ficou lá, mas o Henrique Meirelles também nunca fez uma política antagônica à política de crescimento econômico. Só que pela forma que o atual presidente do BC atua, vai ser difícil. Porque ele não leva em conta a conjuntura do País e vai ficar no cargo mais dois anos”, disse o parlamentar. Conselheiros econômicos do ex-presidente, como o ex-prefeito Fernando Haddad, também já deram declarações no mesmo sentido.”

O próprio Bolsonaro ou algum general (minha memória me falha) já apontou isso aí.

“Na revisão do teto de gastos, a discussão também está bastante avançada. Até porque o atual governo já avançou nessa regra no ano passado ao mudar a forma de cálculo, abrindo margem para poder gastar mais neste ano.“O governo deve coordenar um ambicioso plano de investimentos públicos e privados, gerando muitos empregos! Tchau teto dos gastos, totalmente desmoralizado por Bolsonaro. A política fiscal tem de servir aos interesses do país e do povo”, afirmou a presidente do partido, deputada Gleisi Hoffmann (PR), em postagem no Twitter.”

Porra, o Braisl num buraco, economicamente fodido, como alguém acha que vai resolver com teto de gastos?!

Passemos ao Alckmin:

“Em café da manhã nesta segunda-feira (10) com o presidente nacional do Solidariedade, o deputado federal Paulo Pereira da Silva (SP), “Paulinho da Força”, Alckmin pediu informações sobre a revogação de pontos da reforma trabalhista na Espanha e quis saber a opinião das centrais sindicais sobre o tema. Segundo Paulinho, Alckmin disse que há apreensão no mercado sobre a possibilidade de revisão da reforma trabalhista conduzida pelo ex-presidente Michel Temer (MDB). O ex-governador também pediu que o deputado lhe encaminhasse material sobre o assunto, como suas sugestões de emendas. Na conversa, Paulinho oficializou o convite para que Alckmin se filie ao Solidariedade, onde, segundo o presidente do partido, o ex-tucano teria total liberdade e poderia compor a chapa com Lula. A percepção de interlocutores de Alckmin é a de que ele abandonou de vez a ideia de concorrer ao Governo de São Paulo e tem mirado no plano nacional, falando de questões federais, como desemprego e isolamento em relação a outros países. Ainda de acordo com Paulinho, o entendimento de Alckmin é o de que a chamada terceira via não tem chances na eleição —que deve ser decidida entre Lula e o presidente Jair Bolsonaro (PL). Com Alckmin vice, a vitória petista poderia vir no primeiro turno na avaliação dos aliados do ex-governador.” [Folha]

E faz tempo que não levo Paulinho da Força a sério:

“Em resposta, o ex-presidente da Força Sindical afirmou que as centrais não defendem a revogação da reforma, mas a regulamentação da possibilidade de fixação, em assembleia, do valor de contribuição sindical por categoria. Para Paulinho, deveria haver liberdade de negociação entre os sindicatos e representações patronais —o valor da contribuição seria estabelecido em assembleias. “Revogar a reforma não nos agrada, achamos que não é necessário”, afirmou”

Que miserável…

“Era de um otimismo absurdo achar que a reforma criaria uma explosão de novos empregos. O Brasil tinha vindo de uma crise grande em 2015 e 2016, e o governo sabia que o mercado de trabalho não estava bombando”, diz o economista da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro) João Sabóia. Ele lembra que 2018 e 2019 foram anos de crescimento pequeno do PIB (Produto Interno Bruto) —ambos na casa de 1%—, o que trouxe dificuldade para o mercado de trabalho. “A economia tem tido desempenho nada brilhante, o que se reflete em uma recuperação lenta do mercado de trabalho.” [Folha]

E olha o naipe dos defensores:

“Defensor das mudanças na CLT, o economista Bruno Ottoni, da IDados, avalia que é injusto atribuir os problemas atuais do mercado trabalho à reforma.”

É mole?!

“Ele lembra que o texto foi bombardeado por instituições e órgãos, que criaram um ambiente de insegurança. O empregador, muitas vezes, ficou receoso de agir conforme a nova legislação, diz Ottoni. “Quando o tempo foi passando e as novas modalidades de trabalho iam se consolidar, veio a pandemia. A gente sabe que ela foi horrível para o mercado de trabalho, mas quanto ele teria sofrido sem a reforma? Também é difícil avaliar se a promessa de redução da informalidade se cumpriu até onde a influência da reforma poderia ir.””

Voltemos ao teto de gastos:

“O ex-ministro da Fazenda Nelson Barbosa, indicado pela presidência da Fundação Perseu Abramo (do PT) para falar sobre o assunto representando o pré-candidato a presidente Luiz Inácio Lula da Silva (embora ressalte não falar por Lula), diz à Folha que a regra atual traz prejuízos ao país e que é preciso uma meta de gastos mais flexível e transparente. Barbosa, que também é colunista da Folha, propõe um limite de gasto a ser definido pelo governo eleito em cada início de mandato e que seja atrelado ao PIB (Produto Interno Bruto) –em vez da regra existente hoje, que congela as despesas a longo prazo independentemente das condições da economia..” [Folha]

O que não faz o menor sentido, convenhamos!

“Além disso, defende haver limites separados de gastos correntes (o que inclui salários de servidores e gastos para o funcionamento da máquina pública) e de investimentos (como obras públicas de infraestrutura, por exemplo).”

Vamos às aspas do Barbosa:

“Esse é um espantalho que se cria, é um terrorismo fiscal. A discussão não é tirar o teto para não colocar nada no lugar. O que se está debatendo é qual a nova regra fiscal —que deve ser uma meta de gasto, não essa regra oportunista e irresponsável feita pelo [então presidente, Michel] Temer e mantida pelo [presidente Jair] Bolsonaro. Porque você precisa ter uma âncora para as expectativas. Não se substitui uma âncora por nada. O que se discute no PT e em outros lugares é qual a nova regra fiscal. Quando ele mandar o Orçamento [ao Congresso], vai dizer que o tamanho do Estado é X, isso demanda uma arrecadação Y, vai gerar uma trajetória de dívida que vai ser ascendente, descendente ou estável… Você tem que dar uma ancoragem.  PT já apresentou em 2020 [no Congresso] uma regra para 2023. Ali se propôs que o governo teria uma meta de gasto anunciada no início de cada mandato, com meta tanto para a despesa global como também para metas individualizadas –tendo meta de investimento público, de gasto com pessoal, de despesas per capita de saúde, de despesa por aluno em educação, e também com sustentabilidade ambiental. Defendo que tenha uma meta de gastos com tratamento diferenciado para despesa corrente e para investimento, que também teria um limite.”

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10. Refis

Nem vou entrar no mérito da questão mas é impresisonante como Bolsonaro sempre culpa o risco de ficar inelegível por suas decisões:

“O medo de esbarrar nas vedações da lei eleitoral levou o presidente Jair Bolsonaro (PL) nesta sexta-feira (7) a recuar e vetar integralmente o projeto de lei que abriria uma renegociação de dívidas (Refis) com empresas do Simples Nacional e MEIs (microempreendedores individuais). A jurisprudência do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) é controversa sobre o tema, e a equipe jurídica aconselhou o presidente a não arriscar ficar inelegível no ano em que buscará novo mandato. O veto, porém, causou irritação no Congresso Nacional, que já articula a sua derrubada. Oficialmente, a justificativa do governo para barrar a lei foi a ausência de previsão da renúncia fiscal no Orçamento de 2022, bem como de medidas de compensação —como aumento de tributos. Trata-se de uma exigência da LRF (Lei de Responsabilidade Fiscal). O Ministério da Economia de fato apontou esses obstáculos técnicos, mas Bolsonaro chegou a sinalizar em sua live que buscaria uma solução para o impasse fiscal. Os técnicos da área econômica apontaram as saídas para compensar a renúncia, que seria de R$ 200 milhões com a adoção de um veto parcial, para excluir apenas empresas que tiveram ganho de faturamento mesmo com a crise. Na última hora, porém, o presidente foi advertido do risco de violar a lei eleitoral, segundo relataram à Folha interlocutores do Palácio do Planalto e do Ministério da Economia. O parágrafo 10º do artigo 73 da lei diz que, no ano das eleições, é proibida a distribuição gratuita de bens, valores ou benefícios por parte da administração pública, exceto em casos de calamidade, emergência ou de programas que já estejam em execução. O entendimento da área jurídica do governo foi o de que a implementação de um novo Refis em ano eleitoral poderia se enquadrar no dispositivo, abrindo margem a questionamentos legais. Na visão de fontes do governo, caso a tese prevaleça, isso poderia inviabilizar até mesmo o Refis de grandes empresas, que ainda será apreciado pelo Congresso Nacional neste ano.” [Folha]

E dessa vez a justficativa parece ser plausível, mas o governo trabalhou por isso e só descobriu ess pequenino detalhe agora, depois de Bolsoanro prometer publicamente.

“Nas reuniões sobre o tema que ocorreram na noite de quinta-feira (6), foi citado um voto do ex-ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Marco Aurélio Mello. Em 2011, um julgamento relatado pelo ministro no TSE apontou que a concessão de benefício por meio de Refis em ano de eleições violava a lei. “Respondo à consulta consignando não só a impossibilidade e implemento de benefício tributário previsto em lei no ano das eleições como também de encaminhamento de lei com essa finalidade em tal período”, disse o relatório da época. Em 2015, outro julgamento da corte eleitoral apontou que a violação ou não da lei eleitoral depende do caso concreto. Já em 2018, uma decisão do TSE afastou a incidência do artigo que proíbe concessão de benefícios em um julgamento sobre Refis no estado da Paraíba. Segundo um técnico ouvido pela reportagem, como há uma incerteza e insegurança jurídica ainda em relação ao tema, não seria apropriado cravar isso na justificativa do veto. No entanto, a discussão eleitoral foi o que motivou a mudança de última hora na decisão de Bolsonaro. A avaliação nos bastidores é que o melhor seria adotar uma postura conservadora, para evitar dor de cabeça futura. Apesar disso, o tema não é consenso sequer entre os técnicos do governo. Há quem avalie que o Refis não se enquadra no caso da lei eleitoral porque não se trata de uma distribuição gratuita —as empresas fazem um pagamento inicial para ingressar no programa. O veto causou insatisfação no Congresso Nacional, onde lideranças já articulam a sua derrubada. Parlamentares apontam que o governo teve participação na elaboração do projeto e também ao longo da tramitação. A proposta é de autoria do senador Jorginho Mello (PL-SC), que é vice-líder do governo no Congresso. O relator do projeto no Senado foi o então líder do governo na Casa, Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE) —que deixou o posto em dezembro. Lideranças do governo afirmam que o presidente se viu obrigado a vetar a proposta, mas que há espaço para negociar uma solução que beneficie essas empresas. “O presidente ficou impedido de sancionar, mas não de negociar. Pode ser feito um esforço para liberar essa questão em outras condições”, afirma o líder do governo no Congresso, Eduardo Gomes (MDB-TO). “A mesma energia que vai ser destinada para derrubar o veto pode ser usada para se buscar um acordo”, diz.”

E se o governo tivesse aprovado ano passado não haveria problema algum, o que mostra que a lei é esquistíssima, já que o benefício seria em ano eleitoral:

“A iniciativa para a derrubada começou ainda nesta sexta-feira (7), instantes após o veto. Uma liderança partidária governista aponta que houve uma “lambança” por parte do governo, que teria deixado de sancionar o projeto de lei até 31 de dezembro, o que evitaria o temor de crime eleitoral. Mesmo trabalhando pela derrubada do veto, os parlamentares apontam que ele pode ser tardio, uma vez que aconteceria apenas após o fim do recesso parlamentar, em fevereiro. Eles apontam que o prazo para empresas optarem pelo regime do Simples Nacional termina em 31 de janeiro, e muitas não poderão fazer a opção por terem débitos tributários. “O governo inicia o ano com uma ducha de água gelada nas pequenas e médias empresas, condenando milhares ao fechamento agora no dia 30 de janeiro”, afirma o deputado federal Marco Bertaiolli (PSD-SP), que foi relator do projeto na Câmara dos Deputados e é coordenador-geral da Frente Parlamentar do Empreendedorismo. “Trata-se de um projeto aprovado em sintonia com o governo, com a equipe econômica. É inadmissível romper um acordo feito em dezembro e propor esse veto integral”, completou.”

Como são burros… E aí os beócios teriam que estender a data do Simples!

“Interlocutores no Ministério da Economia afirmam que uma possível solução para amenizar os efeitos do veto é prorrogar o prazo para ​as empresas optarem pelo Simples Nacional, dando tempo para que elas façam a inscrição do pedido de parcelamento de dívidas, evitando sua exclusão do regime tributário simplificado. Um prazo maior —auxiliares falam em 30 de maio— daria tempo para que Congresso e governo tentassem encontrar uma saída para o imbróglio criado. Caso o Congresso derrube o veto, fontes da área econômica afirmam que será necessário compensar o impacto do projeto. A renúncia total é estimada em R$ 600 milhões, considerando o restabelecimento do texto integral. Ainda não há consenso sobre como ficaria a questão eleitoral.”

E a gambiarra da vez foi essa aqui ó:

“A Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) anunciou nesta terça-feira, 11, dois programas para regularizar dívidas de empresas do Simples Nacional. As medidas são uma resposta do governo federal, que vetou o Refis (parcelamento de débitos tributários) às pequenas empresas, aprovado pelo Congresso Nacional, e foram publicadas em edição extra do Diário Oficial da União (DOU). De acordo com a PGFN, são dois os novos programas anunciados hoje: Programa de Regularização do Simples Nacional e Transação do Contencioso de Pequeno Valor do Simples Nacional…. Na avaliação da advogada Thais Veiga Shingai, sócia da área tributária de Mannrich e Vasconcelos Advogados, as medidas anunciadas pelo governo mitigam preocupações de pequenas empresas, mas são menos abrangentes quando comparadas ao Refis. “Não resolvem o problema por completo, pois de fato englobam somente os débitos inscritos em dívida ativa”, disse a advogada. Isso porque para aderir ao Simples Nacional, as empresas também precisam ter sua situação fiscal em conformidade com a Receita Federal, nas dívidas ainda não inscritas. “O Refis vetado era mais abrangente, permitindo a regularização de todos os débitos existentes junto à União e relacionados ao Simples Naciona”, explicou.” [Estadão]

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11. Economia

“Um dos maiores fundos de investimento do mundo não bota mais um centavo no Brasil no governo Bolsonaro. Em uma conversa com empresários brasileiros, o head da América Latina da BlackRock, Dominik Rohe, afirmou que o fundo só voltará a investir no país com a mudança de governo, possivelmente no ano que vem. Ele pautou sua fala no negacionismo do presidente Jair Bolsonaro, no cenário de juros e inflação altos e no que classificou como um excesso de promessas, sem qualquer retorno, por parte do ministro da Economia, Paulo Guedes. Segundo ele, Guedes promete demais e entrega de menos. Rohe não crê no andamento de qualquer projeto do ministro neste ano.” [Veja]

Por que será?!

“A inflação fechou o ano de 2021 em 10,06%, segundo dados divulgados nesta terça-feira pelo IBGE. É a maior alta em seis anos, quando chegou a 10,67% em 2015, no governo Dilma. O mês de dezembro, porém, foi marcado por uma desaceleração no indicador, sobretudo dos preços dos combustíveis, que pressionaram o IPCA ao longo do ano. Na variação mensal, a inflação subiu 0,73%, ante 0,95% em novembro.. Apesar do arrefecimento no fim do ano, a inflação oficial do país encerrou 2021 bem acima da meta estabelecida pelo Banco Central (3,75%) que contava com um intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual (p.p) para cima ou para baixo, ou seja de 2,25% a 5,25%. O resultado veio acima do esperado. A expectiva dos especialistas ouvidos pela Reuters era que a inflação encerrasse o ano em 9,97%.. Os principais vilões da inflação este ano foram energia elétrica, combustíveis e alimentos. O grupo Transportes subiu 21,03% no ano, seguido da Habitação (13,05%) e Alimentação e bebidas (7,94%). Juntos, os três grupos responderam por cerca de 79% do IPCA de 2021.” [O Globo]

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Bia Kicis confessa ter divulgado dados pessoais de médicos que defendem a imunização infantil
“Antes da audiência, os médicos entregaram ao ministério as chamadas “declarações de conflito de interesses”, uma praxe no meio acadêmico, em publicações científicas, consultorias, audiências públicas. Os profissionais indicam para quais empresas já prestaram serviços e, via de regra, as declarações são tornadas públicas. O problema é que foram vazadas fotos dessas declarações na íntegra, com os dados pessoais dos médicos – CPF, e-mail, celular -,o que é irregular. A deputada bolsonarista Bia Kicis, do PSL, que participou da audiência com mais três indicados por ela para argumentar contra a vacinação infantil, admitiu que compartilhou as declarações em um grupo de WhatsApp. A deputada, que é presidente da Comissão de Constituição e Justiça da Câmara, disse ao jornal que compartilhou em um grupo de ‘zap’ de médicos. Quando avisaram no Ministério da Saúde que alguém havia postado, ela pediu imediatamente que quem o fez removesse. Mas o ministério informou que os documentos iriam para o site. Por isso, entendeu que eram públicos. Um dos médicos prejudicados disse que o vazamento foi ainda durante a audiência pública e que, logo depois, os três começaram a receber, em seus perfis nas redes sociais, agressões, ataques intimidatórios e ameaças de grupos radicais antivacina.”

Bia Kicis confessa ter divulgado dados pessoais de médicos que defendem a imunização infantil
“Antes da audiência, os médicos entregaram ao ministério as chamadas “declarações de conflito de interesses”, uma praxe no meio acadêmico, em publicações científicas, consultorias, audiências públicas. Os profissionais indicam para quais empresas já prestaram serviços e, via de regra, as declarações são tornadas públicas. O problema é que foram vazadas fotos dessas declarações na íntegra, com os dados pessoais dos médicos – CPF, e-mail, celular -,o que é irregular. A deputada bolsonarista Bia Kicis, do PSL, que participou da audiência com mais três indicados por ela para argumentar contra a vacinação infantil, admitiu que compartilhou as declarações em um grupo de WhatsApp. A deputada, que é presidente da Comissão de Constituição e Justiça da Câmara, disse ao jornal que compartilhou em um grupo de ‘zap’ de médicos. Quando avisaram no Ministério da Saúde que alguém havia postado, ela pediu imediatamente que quem o fez removesse. Mas o ministério informou que os documentos iriam para o site. Por isso, entendeu que eram públicos. Um dos médicos prejudicados disse que o vazamento foi ainda durante a audiência pública e que, logo depois, os três começaram a receber, em seus perfis nas redes sociais, agressões, ataques intimidatórios e ameaças de grupos radicais antivacina.”

Líderes do centrão defendem chapa de Tarcísio com Janaina Paschoal em SP
“Líderes do centrão próximos de Jair Bolsonaro (PL) defendem a presença da deputada estadual Janaina Paschoal (PSL-SP) na chapa que será encabeçada pelo ministro Tarcísio de Freitas (Infraestrutura) em São Paulo. Esta possibilidade não é rechaçada pelo próprio auxiliar de Jair Bolsonaro —pelo contrário. Nos últimos dias, o titular da Infraestrutura disse a pessoas próximas que a vê como potencial candidata ao Senado. O ministro chegou a dizer à própria Janaina no ano passado que seria até uma possibilidade tê-la como candidata a vice ou a senadora na chapa. Dirigentes de partidos do centrão que fazem parte do entorno do presidente também defendem Janaina na composição com Tarcísio no palanque bolsonarista em São Paulo. A avaliação é que, por ser mulher e ter tido apoio expressivo no estado em 2018, agregaria mais ao ministro eleitoralmente. Os 2 milhões de votos que conquistou garantiram-lhe a condição de deputada estadual mais bem votada em São Paulo, e a convicção de que, para um mandato de deputada federal, também poderia ser eleita. A deputada está hoje filiada ao PSL, que anunciou fusão com o DEM para formar o União Brasil. A parlamentar aguarda homologação do novo partido para deixar a legenda, que deve apoiar Sergio Moro na eleição presidencial. Hoje as conversas de Janaina estão mais adiantas com o PRTB de Hamilton Mourão. A deputada quer liberdade para montar chapa. Na segunda-feira (10), terá conversa com dirigentes para discutir uma eventual filiação. A aproximação de Janaina com Tarcísio começou no final do segundo semestre do ano passado. A autora do impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT) procurou o ministro em setembro se apresentando e dizendo que, caso ele pretenda disputar o governo do estado, precisaria de um paulista como vice e que ela poderia ajudar a pensar em alguém. Desde então, começaram a conversar. No final de novembro, tiveram o primeiro encontro na Alesp (Assembleia Legislativa de São Paulo). A interlocutores, Janaina saiu dizendo que estaria encantada, e que seu voto era dele. À Folha a deputada estadual confirmou: “A palavra que eu uso para você é esta: encantada. Fiquei encantada, entendeu? Vou trabalhar para este homem ser o nosso governador”. ​Janaina também confirmou que a hipótese de vice foi ventilada, mas disse achar que pode “fazer mais” como senadora. “Quero pôr meu nome à disposição do estado. Entendo que tenho formação jurídica para estar no Senado, uma Casa que requer mais densidade. Tenho pré-requisitos para ser uma excelente senadora, o que não significa que eu vá ganhar”, disse a deputada, que foi professora licenciada de direito da USP (Universidade de São Paulo).”

Governo deve perder presidência da CCJ da Câmara, posto crucial para a agenda de Bolsonaro
“O governo entra em 2022 sob o forte risco de perder uma cadeira estratégica no Congresso: a presidência da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara, a mais importante da Casa e a partir da qual o bolsonarismo tem travado batalhas ideológicas polêmicas. O comando do colegiado sairá das mãos de Bia Kicis (PSL-DF), uma das fiéis apoiadoras do presidente Jair Bolsonaro, e deverá ficar com um parlamentar da nova bancada do União Brasil, resultado da fusão de DEM com PSL. O presidente da nova legenda, deputado Luciano Bivar (PE), espera que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) dê a chancela à união até fevereiro, quando as atividades parlamentares serão retomadas. O processo está sob a relatoria do ministro Edson Fachin e já conta com parecer favorável do Ministério Público. O mandado de Bia Kicis à frente da comissão tem duração de um ano. Uma vez oficializado, o União Brasil teria a maior a maior bancada da Câmara e, por isso, seria o primeiro a escolher a comissão que deseja presidir em 2022. Como a CCJ é a mais importante, a nova bancada deve lutar para ocupá-la. Além de analisar a constitucionalidade de cada projeto, o colegiado tem a prerrogativa de aprovar propostas importantes em “caráter terminativo”, quando não há necessidade de votação em plenário. Em 2021, por exemplo, aliados do governo aprovaram 114 propostas dessa forma, algumas delas importantes, como a desoneração da folha de pagamento para 17 setores da economia. A perda do posto pode custar caro aos deputados governistas neste ano. Podem passar pela comissão bandeiras ideológicas da bancada conservadora que estão em tramitação na Câmara. Entre elas há o projeto que institui mandatos de dez anos para ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e a que diz respeito ao chamado excludente de ilicitude, na prática, uma mudança na lei para dificultar a punição de policiais que matarem em serviço. No ano passado, o governo comemorou vitórias importantes no colegiado. Aprovou propostas como a que antecipa de 75 para 70 anos o limite para aposentadoria de ministros do STF e o que abre brecha para a legalização do ensino domiciliar no país. Por diferentes razões, contudo, as duas propostas não avançaram depois de passarem pela comissão.”

Líderes do centrão defendem chapa de Tarcísio com Janaina Paschoal em SP
“Líderes do centrão próximos de Jair Bolsonaro (PL) defendem a presença da deputada estadual Janaina Paschoal (PSL-SP) na chapa que será encabeçada pelo ministro Tarcísio de Freitas (Infraestrutura) em São Paulo. Esta possibilidade não é rechaçada pelo próprio auxiliar de Jair Bolsonaro —pelo contrário. Nos últimos dias, o titular da Infraestrutura disse a pessoas próximas que a vê como potencial candidata ao Senado. O ministro chegou a dizer à própria Janaina no ano passado que seria até uma possibilidade tê-la como candidata a vice ou a senadora na chapa. Dirigentes de partidos do centrão que fazem parte do entorno do presidente também defendem Janaina na composição com Tarcísio no palanque bolsonarista em São Paulo. A avaliação é que, por ser mulher e ter tido apoio expressivo no estado em 2018, agregaria mais ao ministro eleitoralmente. Os 2 milhões de votos que conquistou garantiram-lhe a condição de deputada estadual mais bem votada em São Paulo, e a convicção de que, para um mandato de deputada federal, também poderia ser eleita. A deputada está hoje filiada ao PSL, que anunciou fusão com o DEM para formar o União Brasil. A parlamentar aguarda homologação do novo partido para deixar a legenda, que deve apoiar Sergio Moro na eleição presidencial. Hoje as conversas de Janaina estão mais adiantas com o PRTB de Hamilton Mourão. A deputada quer liberdade para montar chapa. Na segunda-feira (10), terá conversa com dirigentes para discutir uma eventual filiação. A aproximação de Janaina com Tarcísio começou no final do segundo semestre do ano passado. A autora do impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT) procurou o ministro em setembro se apresentando e dizendo que, caso ele pretenda disputar o governo do estado, precisaria de um paulista como vice e que ela poderia ajudar a pensar em alguém. Desde então, começaram a conversar. No final de novembro, tiveram o primeiro encontro na Alesp (Assembleia Legislativa de São Paulo). A interlocutores, Janaina saiu dizendo que estaria encantada, e que seu voto era dele. À Folha a deputada estadual confirmou: “A palavra que eu uso para você é esta: encantada. Fiquei encantada, entendeu? Vou trabalhar para este homem ser o nosso governador”. ​Janaina também confirmou que a hipótese de vice foi ventilada, mas disse achar que pode “fazer mais” como senadora. “Quero pôr meu nome à disposição do estado. Entendo que tenho formação jurídica para estar no Senado, uma Casa que requer mais densidade. Tenho pré-requisitos para ser uma excelente senadora, o que não significa que eu vá ganhar”, disse a deputada, que foi professora licenciada de direito da USP (Universidade de São Paulo).”

Presidente do partido de Bolsonaro, Valdemar Costa Neto traça um plano para aumentar poder no Banco do Nordeste
“Ainda no ano passado, Valdemar chegou a indicar o engenheiro Ricardo Pinto Pinheiro para assumir a presidência. Mas o escolhido não foi aceito. Agora, a tentativa do mandachuva do PL é emplacar o economista José Gomes da Costa, que atualmente comanda a diretoria Financeira e de Crédito. No plano traçado por Valdemar, Gomes da Costa deverá alterar o estatuto do banco estatal para flexibilizar as exigências de nomeação de um presidente para permitir que Pinheiro seja nomeado. Após essa manobra, o economista voltaria, então, para a Diretoria Financeira, ampliando assim a influência do PL no banco, que tem uma presença relevante na região Nordeste e deve se tornar estratégico no programa de microcrédito do governo. O estatuto do Banco do Nordeste determina que os membros dos órgãos de administração do banco precisam ser “dotados de notórios conhecimentos, idoneidade moral, reputação ilibada, experiência e capacidade técnica compatível com o cargo”. Bolsonaro tem resistido ao nome de Gomes da Costa pelo fato de ele ter sido filiado ao PT no passado. Valdemar argumentou com o presidente que o cargo pertenceria ao PL, que a filiação ocorreu apenas no papel e que o economista não atuou de fato no partido de esquerda. De acordo com o registro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a filiação foi cancelada em 2009 e excluída dez anos depois, em 2019. Funcionário de carreira do banco, Gomes da Costa está na Diretoria Financeira desde dezembro, também por indicação de Valdemar. Antes, ele comandava a superintendência da Bahia, estado de influência do PT.”

Twitter obriga Malafaia a apagar postagens antivacina e deixa pastor 12h sem publicar
“Após exigência do Twitter, o pastor Silas Malafaia excluiu pelo menos 11 postagens em que associava a vacinação contra Covid-19 para crianças a “infanticídio”, ideia contrária a diversos estudos que mostram que a imunização infantil é segura. O religioso é alvo de protestos na hashtag #DerrubaMalafaia, em que tuiteiros pedem o banimento da conta dele. O episódio acontece em meio à crise entre a rede e usuários sobre diretrizes para lidar com fake news na pandemia. A rede social disse à Folha, em nota, que solicitou ao líder religioso a remoção do conteúdo após constatar que os tuítes de Malafaia eram “gravemente nocivos” e violaram a política de informações enganosas sobre a Covid-19. O perfil do evangelista teve suas atividades restritas por 12 horas. Pelas regras, ele ainda pode recorrer à análise da plataforma. O líder da Assembleia de Deus Vitória em Cristo disse ao #Hashtag que está “dando gargalhada” diante dos pedidos de remoção do seu perfil. “É um movimento de ‘esquerdopatas’, gente que me odeia. Tenho que rir, deram uma divulgação desgraçada para o vídeo”, diz Malafaia, referindo-se ao material em que associa a imunização à morte de crianças–o que contraria falas de especialistas do Brasil e do mundo. Em entrevista à Folha, Malafaia criticou a política do Twitter para lidar com sinalização de conteúdo falso. “‘Nêgo’ faz pressão e o Twitter tira primeiro a postagem do ar para depois te perguntar se você quer se defender. Já viu isso? Te acusam, te botam na cadeia e dizem: ‘agora você vai se defender’. É o que o Twitter faz. Tem que ser ao contrário. Isso é uma vergonha.””

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